Aeronautas e aéreas voltam a se reunir; greve é considerada

Audiência de conciliação no TST, em Brasília, está marcada para as 10 horas desta quarta-feira; trabalhadores querem 11% de reajuste

Luciana Collet e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2016 | 19h22

SÃO PAULO - Aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (agentes em terra) voltarão a se reunir com empresas aéreas nesta quarta-feira, 17, para tentar dar fim às negociações de reajuste salarial, que se estendem desde o fim do ano passado. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) disse que não descarta voltar a fazer greve se a proposta de reajuste de 11% não for aceita. As empresas informaram que vão aguardar um posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) durante a audiência de mediação prevista para as 10 horas desta quarta, em Brasília.

"Não dá para flexibilizar mais do que isso", afirmou o presidente do SNA, Adriano Castanho, sobre a reivindicação de reajuste de 11% (índice arredondado do Índice Nacional de Preço do Consumidor) nos salários e benefícios, desde que retroativo à data-base (1° de dezembro). As companhias sugerem pagamentos parcelados por faixas salariais e não retroativos. "Poderíamos constituir uma proposta parcelada desde que haja compensação retroativa", disse Castanho.

A direção do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) afirmou esperar que o "impasse nas negociações" seja resolvido nesse encontro, "não sendo necessário o apelo para um novo movimento dos trabalhadores".

As empresas aéreas também esperam sair com um acordo da audiência de conciliação, disse o representante das companhias Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). De acordo com ele, a expectativa é de que o ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho, ofereça uma proposta. "Ele tem ouvido as nossas demandas e também as demandas dos aeronautas, e pelo que entendemos oferecerá uma proposta", afirmou Sanovicz.

A audiência foi marcada depois da greve nacional de duas horas realizada no dia 3 de fevereiro, que atingiu 12 aeroportos do País.

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