Aeronautas pedem PF fora de investigações de acidentes aéreos

Sindicato pede audiência com ministro da Justiça, Tarso Genro, para solicitar criação de agência independente

Alberto Komatsu, do Estadão,

31 Julho 2007 | 16h24

O Sindicato Nacional dos Aeronautas solicitou uma audiência com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para pedir a exclusão da Polícia Federal da comissão de investigação dos acidentes da Gol e da TAM, segundo informou nesta terça-feira, 31, o assessor de segurança de vôo do sindicato, comandante Célio Eugênio de Abreu Júnior.   De acordo com ele, a Polícia Civil também deveria se afastar das investigações. "Polícia é para crime, acidente aéreo não é crime", disse o comandante. Ele também pretende pedir ao ministro da Justiça a criação de uma agência independente para investigação de acidentes aéreos. A idéia, que já havia sido encaminhada ao ex-ministro da Defesa, José Viegas, é a criação de uma autarquia ligada à Presidência da República, mas mantida com recursos do contribuinte.   A presidente do Sindicato, Graziella Baggio, afirmou nesta terça que a comissão de investigação do acidente com o vôo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos, deve levar em conta também o excesso de carga horária dos pilotos. Segundo ela, esse tipo de denúncia aumentou principalmente após a TAM e a Gol dominarem quase 90% do transporte de passageiros do País.   Graziella afirmou que o sindicato criou recentemente um telefone para denúncias de violação de leis trabalhistas entre os aeronautas e está fazendo um levantamento sobre quais empresas que tem sido mais alvos de denúncias. Ela não soube estimar, entretanto, quais são as empresas aéreas que recebem mais denúncias.   A sindicalista conta que os trabalhadores de todas as companhias aéreas têm reclamado de violação de seus direitos, seja no excesso de carga horária ou na quebra de regras de segurança de vôo. O comandante Abreu Júnior e Graziella concederam entrevista coletiva na sede do Sindicato Nacional dos Aeronautas, no centro do Rio de Janeiro.

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