Aeronáutica afirma que é prematuro apontar culpados

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) reiterou na tarde desta quarta-feira, 4, por meio de nota, que não existe nenhuma confirmação em relação a possíveis responsáveis pelo acidente aéreo ocorrido na última sexta-feira, com o Boeing 737-800 da Gol, e que matou 155 pessoas. "Seria prematuro atribuir possíveis responsabilidades ou estabelecer-se qualquer juízo de valor a respeito e tecer comentários neste momento, uma vez que as investigações da ocorrência estão em andamento", afirma a Aeronáutica, em referência às notícias desta quarta, nos jornais, de que os pilotos do Legacy, que colidiu com o Boeing teriam voado acima da altitude permitida e desligado equipamento que envia mensagens de aproximação a outras aeronaves.A nota informa que a operação militar de busca e resgate da Força Aérea Brasileira (FAB), foi reiniciada na manhã desta quarta, na Serra do Cachimbo e que as condições meteorológicas são favoráveis na região. A nota acrescenta que cerca de 90 militares encontram-se na fazenda Jarinã para prosseguir os trabalhos de localização e remoção das vítimas, que outros 100 estão à disposição e que oito aeronaves estão sendo empregadas nesse trabalho.A Aeronáutica informa também que um médico, parente de uma das vítimas, está acompanhando voluntariamente, no local do acidente, os trabalhos dos legistas e verificando as dificuldades de pré-identificação dos despojos mortais.Informa ainda que 12 militares de unidades do Comando da Aeronáutica, entre eles oito médicos, chegarão hoje ao Campo de Provas Brigadeiro Velloso, em Serra do Cachimbo, para prestar apoio às equipes que estão trabalhando na operação.Inquérito A Polícia Federal informou nesta quarta-feira que foi aberto um inquérito apurar a suspeita de que os americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, piloto e co-piloto do Legacy, possam ter adotado uma conduta arriscada na condução da aeronave.O delegado responsável pelo caso, Renato Sayão Dias, e mais dois auxiliares, deverão ir a Brasília na próxima sexta-feira, para reunir mais informações junto a outros órgãos, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Aeronáutica. Caso fique comprovado que os pilotos voaram com o transponder desligado - aparelho que identifica o avião no radar e integra o sistema de alerta anticolisão, impedindo que os controladores de vôo vissem os dois aviões na mesma rota e evitassem a colisão ou que o plano de vôo do Legacy tenha sido alterado sem autorização prévia, os pilotos podem ser acusados por homicídio culposo e atentado contra segurança de transporte aéreo.

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