Divulgação FAB
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Aeronáutica coleta primeiros destroços do Airbus da Air France

Helicóptero retirou um pallet e duas boias na tarde desta quinta, a 500 quilômetros de Fernando de Noronha

04 de junho de 2009 | 13h32

O helicóptero embarcado na fragata Constituição, da Marinha do Brasil, recolheu os primeiros objetos do Airbus da Air France, em uma área a 500 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). De acordo com nota do Comando da Aeronáutica, foi resgatado um suporte para acomodação de cargas em aviões (pallet), de aproximadamente 2,5 metros, e duas boias. Os objetos recolhidos foram vistos pelo avião C 130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB).

 

Mais cedo, o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, afirmou que os destroços visualizados a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha, em quatro novos pontos, podem fazer parte da área interna do avião. De acordo com o militar, em entrevista concedida na sede do Cindacta III, em Recife, os objetos têm partes metálicas e não metálicas nas cores amarela, branca e marrom. Atualmente, a Aeronáutica confirma a existência de 15 pontos com destroços, distribuídos em seis áreas.

 

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 A Marinha informou na manhã desta quinta, que mais uma embarcação chegou ao local das buscas e foram achados novos destroços do Airbus da Air France durante a madrugada. A fragata "Constituição", com 200 marinheiros, se junta a outras duas embarcações que trabalham na região a cerca de 650 quilômetros de Fernando de Noronha. As equipes devem atuar num raio de 230 quilômetros. Mais um navio brasileiro, o "Bozízio", chegará à região nas próximas horas para integrar-se às operações.

 

A prioridade das equipes neste quarto dia de buscas é o recolhimento de destroços do Airbus, uma vez que não foram achados corpos na região até agora, informou a Força Aérea Brasileira (FAB). No entanto, se forem encontrados corpos dos passageiros, eles voltam a ser prioridade e devem ser recolhidos imediatamente, afirma o tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

 

Durante as buscas realizadas na madrugada, a Aeronave R-99, da FAB, identificou novos pontos em que estão flutuando destroços, desta vez a sudoeste das ilhas de São Pedro e São Paulo. Outros cinco aviões militares também decolaram de Natal com destino à área. Trata-se de três cargueiros Hércules C-130, um P-3 Orion, da Força Aérea dos Estados Unidos, e um Falcon, francês. No total, 11 aeronaves estão mobilizadas nas operações de buscas na região.

 

Equipamentos

 

Divulgação FAB - Novas manchas de óleo são localizadas no oceano

 

Pela primeira vez durante as operações, segundo a nota do Comando da Aeronáutica, o helicóptero H-60 Black Hawk, o mais moderno da FAB, participa das buscas. Ele opera na área do Arquipélago de Fernando de Noronha. Os aviões envolvidos nas operações, além de estarem encarregados de fazer a confirmação visual da localização dos destroços detectados pelo radar, coordenam o direcionamento des dois navios da Marinha brasileira que estão na área para que estes possam se aproximar dos destroços e recolhê-los.

 

Entre as partes encontradas no mar na quarta-feira estava uma peça com 7 metros de diâmetro que, segundo a FAB, seria da fuselagem do Airbus A330. Também já foram avistados um assento de avião, pequenos pedaços brancos e uma bóia laranja. De acordo com a agência francesa responsável pela investigação das causas do acidente, o desastre pode permanecer um mistério, já que são remotas as chances de se encontrar as caixas-pretas no fundo do mar.

 

O voo AF 447 tinha 216 passageiros de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

 

(Com Vannildo Mendes e Monica Bernardes, de O Estado de S.Paulo, e Reuters)

 

Texto ampliado às 15h35

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