Aeronáutica confirma problema no Cindacta-2 em Curitiba

O Comando da Aeronáutica confirmou a existência de um novo problema nos equipamentos do tráfego aéreo do País, desta vez no Centro de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-2) em Curitiba, que acabaram provocando novos atrasos e transtorno para passageiros na região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste,nesta quarta-feira, 21. Segundo nota da FAB, "o sistema de tratamento de planos de vôo do Cindacta 2, em Curitiba, teve de ser reinicializado por volta das 10h40, na manhã de hoje" e, "por conta desse procedimento, com o intuito de se preservar a segurança, os vôos tiveram seu espaçamento aumentado de cinco para dez minutos, até que o sistema fosse restabelecido". O defeito apresentado em Curitiba foi semelhante ao ocorrido em Brasília, no domingo, 18,no Cindacta 1, já ocorreu no sistema que realiza a mesma função, repassar dados dos planos de vôos para o radar dos controladores. A nota da Aeronáutica não informa, no entanto, durante quanto tempo foram suspensos os pousos e decolagens em Curitiba e em outros pontos do País por causa deste problema. Ainda de acordo com a nota, "esse fato, somado ao grande volume de tráfego aéreo e à operação de apenas uma pista em Congonhas, contribuiu para os atrasos dos vôos da manhã de hoje".RelatóriosTodas as áreas envolvidas com setor aéreo estão repassando ao Palácio do Planalto, via Casa Civil, informações e relatórios sobre os diversos problemas ocorridos nos últimos dias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer soluções e já demonstro sua irritação com os sucessivos apagões nos aeroportos do País a fora. À medida que vão sendo obtidos dados, os órgãos estão repassando-os ao Planalto. O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, já repassou dados para o Palácio, mas avisando que aguarda dados complementares e que técnicos do setor ainda estão trabalhando no aeroporto de Brasília. No caso da pane de domingo, no sistema de tratamento de vôos, as análises técnicas ainda estão sendo realizadas. As hipóteses de sabotagem, que chegaram a ser levadas à reunião de segunda-feira, com o presidente Lula, no Planalto, voltaram a ser rechaçadas.A Aeronáutica nega ainda que os sistemas estejam defasados. Ao contrário, informa que ele já foi modernizado no Cindacta 1, em Brasília e que, o Cindacta 2, de Curitiba, está passando pelo processo de modernização. Diz ainda que o trabalho no Paraná está adiantado em relação ao cronograma previamente estabelecido.Atrasos e problemasDe acordo com a Infraero, entre as 6 horas e o meio-dia de estavam previstas 64 operações, entre pousos e decolagens, para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Desses, oito tiveram atraso acima de uma hora, enquanto outros 24 atrasaram entre 15 minutos e uma hora. Três vôos haviam sido cancelados. A tarde iniciou com quatro atrasos. Esta não é a primeira vez que o Cindacta 2 apresenta problemas técnicos em seus equipamentos. Em 19 de outubro, uma pane no sistema de transmissão de dados dos radares para a tela dos computadores obrigou o órgão a adotar o sistema convencional, em que há contato radiofônico entre os controladores de vôo e os pilotos. O problema prejudicou passageiros de 146 vôos, alguns com atrasos de quase quatro horas. Na época, o Departamento de Controle Aéreo informou que uma situação como aquela não ocorria havia 20 anos. Um mês depois, o motivo de novo problema ficou mais evidente. Durante uma forte chuva, uma árvore caiu sobre a rede de fibra ótica. Algumas freqüências ficaram indisponíveis por um período. No dia 11 de dezembro houve queda de energia no Cindacta 2, por volta do meio-dia, que durou uma hora. Tudo em função do processo de modernização nos equipamentos. Mais recentemente, no dia 12 de janeiro, apareceu novo defeito no sistema de radiofreqüência. Duas paralisações de comunicação foram registradas durante o dia, somando-se duas horas e provocando atraso em 63 das 196 operações de pouso e decolagem realizadas no dia.

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