Aeronáutica diz que ainda há outras hipóteses

A Aeronáutica divulgou ontem nota oficial informando que a hipótese de erro humano no acidente com o avião da TAM é apenas uma das inúmeras hipóteses estudadas pela Comissão de Investigação. Mais cedo, já circulava em toda o País a edição da revista Veja, destacando que o acidente foi causado por um erro do comandante Kleyber Lima, que deixou uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, fora de posição quando o avião pousou na pista. A revista diz ainda que teve acesso a informações ainda sigilosas que mostram que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista de Congonhas. "As hipóteses apresentadas na matéria estão entre várias outras que a comissão está investigando com a mesma profundidade, conforme explicado pelo brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)", diz a nota da Aeronáutica, assinada pelo brigadeiro Antônio Carlos Bermudez. Na nota, a FAB afirma ainda que "julga ser prematuro e inoportuno, neste momento, qualquer conclusão sobre o acidente". Na entrevista de sexta-feira, o comandante do Cenipa citou pelo menos cinco pontos que estavam sendo analisados, para verificar que fatores poderiam ter levado ao acidente: a pista de pouso, manutenção da aeronave, condições de trabalho da tripulação, preparo psicológico e físico da tripulação, meteorologia no momento do acidente e o tráfego aéreo. Citou, ainda, especificamente que "a posição errada do manete" era uma delas. O Estado procurou ontem entrar em contato com a família dos pilotos Stephanini Di Sacco e Kleyber, para comentar o caso. Os familiares de Stephanini ficaram surpresos. "Como eles podem ter publicado isso? A caixa-preta acabou de chegar ao País", afirmou o filho, Paulo. Os representantes da Airbus, no Brasil e na Europa, não foram localizados para comentar as dificuldades no uso dos manetes.

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