Aeronáutica diz que em 2007 terá 160 novos controladores

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, informou que a expectativa é que a partir de 2007 haja um número de controladores "mais que suficiente para atender bem todo o sistema". Segundo ele, deverão estar formados em 2007, 160 novos controladores, e a partir de 2008 outros 160.Bueno, que participa de uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara para discutir a crise nos aeroportos, explicou aos deputados que a formação desses profissionais leva pelo menos três anos. E considerando que em 2004 houve o primeiro pedido para que mais controladores fossem formados, a nova turma de 160 estará pronta em 2007. "Os senhores (deputados) não precisam ter medo, porque não serão controlados por pessoas inexperientes", garantiu o brigadeiro ressaltando que os novos controladores só começarão a trabalhar depois de checadas as suas experiências.Um pouco antes da apresentação de Bueno, o ministro da Defesa, Waldir Pires, reconheceu que a atual crise deixou a lição para o governo de que é impossível não ter reserva de profissionais nesse setor. "Recolhemos a lição de que não podemos ter poucos controladores. Ainda que isso fique muito caro, temos que ter sobras", afirmou. Ele lembrou as medidas recentes de descentralização do controle aéreo para diminuir as responsabilidades do Cindacta-1, em Brasília, e reafirmou a contratação de 80 engenheiros civis para dar manutenção aos equipamentos. Além do Bueno, participam do debate o ministro da Defesa, Waldir Pires, os presidentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, da Infraero, José Carlos Pereira, do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Marco Bologna, e do Sindicato Nacional dos Controladores de Vôo, Jorge Botelho, além do comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno.SindicatoO presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Marco Antonio Bologna, criticou a atuação do governo na solução da atual crise aérea. Na avaliação dele, as medidas que foram anunciadas até agora terão apenas efeito no curto prazo de amenizar os problemas que estão sendo enfrentados pelos passageiros e companhias aéreas."A opinião do sindicato é que essa crise tem raízes antigas e estruturais e passam pelo contingenciamento de recursos que são cobrados em forma de tarifas e taxas dos passageiros e das empresas, mas que não são aplicados no setor de aviação como se deveria", disse Bologna.Ele defendeu a criação de uma carreira para os controladores de vôo, a utilização dos recursos arrecadados em tarifas aeroportuárias na melhoria dos equipamentos e na estrutura aeroportuária e defendeu uma modificação no modelo de gestão de todo o setor. Segundo ele, o setor aéreo caminha para um crescimento, em 2006, de 13%, o que permite a previsão de que se não forem adotadas medidas estruturais, a crise nos aeroportos tende a continuar.

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