Aeronáutica e Anac têm poucas esperanças de encontrar sobreviventes

As equipes de busca da Aeronáutica e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) têm poucas esperanças de encontrar sobreviventes do acidente com a aeronave 737-800 da Gol que transportava 155 pessoas de Manaus para Brasília na tarde de sexta-feira, 29. Depois de várias horas de informações desencontradas, o brigadeiro Antonio Gomes Leite e o diretor-geral da Anac, Milton Zuanazzi, afirmaram no início da noite deste sábado, 30, que ainda não é possível "ter informações totais se há ou não sobreviventes". "Esperança sempre existe, mas é evidente que neste tipo de acidente há muito poucas possibilidades de haver sobreviventes", disse Zuanazzi. O brigadeiro Leite relatou que, entre a localização visual dos destroços da aeronave - que ocorreu por volta das 9 horas da manhã de sábado - e a chegada dos primeiros militares ao local exato, foram mais de quatro horas de caminhada à pé pela mata. "Tentamos descer por cordas dos helicópteros, mas não foi possível devido à densa vegetação e então o helicóptero teve que descer numa clareira e as equipes foram por terra", informou Leite. Por isso, o brigadeiro disse somente no meio da tarde chegaram as primeiras informações e fotos. No entanto, os trabalhos foram interrompidos por volta das 17h45, por causa da falta de luz solar já que se trata de uma região de floresta. A expectativa era recomeçar as buscas no início da manhã deste domingo. Identificação e trasladoO comando da Aeronáutica admitiu que a identificação e traslado dos corpos deverá ser difícil e demorada. Desembarcariam em Brasília 71 passageiros. "Mas vamos tentar minimizar os prazos o máximo possível", afirmou o brigadeiro. Segundo a diretora da Anac, Denise Abreu, o Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vão preparar medidas legais que permitam eliminar alguns tipos de burocracias existentes neste tipo de situação para reduzir a espera dos familiares. Os militares vão usar a base de Cachimbo como centro de operações dos reconhecimentos dos corpos num trabalho conjunto com os técnicos do Instituto Médico Legal (IML) do Mato Grosso. LegacyA Anac e a Aeronáutica, apesar de todas as indicações que apontam para uma colisão entre a aeronave da Gol e um jato Legacy, fabricado pela Embraer, não confirmaram neste sábado que essa foi realmente a causa do acidente. As autoridades informaram que o jato foi comprado por uma empresa de táxi aéreo americana, Excell Air, e estava sendo levado para os Estados Unidos quando supostamente se envolveu no acidente. O avião ainda faria uma parada em Manaus para ser liberado. De acordo com a Anac, estavam nele cinco tripulantes, sendo um piloto que possivelmente era um brasileiro. A informação, no entanto, não foi confirmada. Entre os outros quatro, existiriam executivos da empresa que são americanos. Esses passageiros estão na base de Cachimbo, prestando esclarecimentos aos militares, e não estariam detidos, segundo a Aeronáutica.

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