Aeronáutica encerra o aquartelamento de controladores

A Aeronáutica resolveu encerrar às 18h30 desta quarta-feira o aquartelamento de controladores de vôos em Brasília, responsável por 80% do tráfego aéreo brasileiro, por considerar normal o movimento nos principais aeroportos do País. Porém, o que se viu nos aeroportos no feriado de 15 de novembro foram longas esperas para vôos atrasados. Os 40 homens convocados pela Aeronáutica não conseguiram evitar que os atrasos afetassem pelo menos 313 vôos, até as 20h. Foi o quinto dia seguido da nova série de atrasos. A assessoria do Comando da Aeronáutica explicou que foi mantido o estado de alerta, mas os profissionais do grupo de reserva foram liberados para dormir em suas casas, mantendo apenas o efetivo normal de controladores na sede do centro de controle aéreo (Cindacta-1). São 30 homens de plantão que se revezam no monitoramento dos aviões que cruzam o espaço aéreo da capital. A intenção da suspensão da medida foi também aliviar o clima tenso entre os militares e a revolta das famílias. Na primeira noite, dormiram na sede do Cindacta-1 cerca de 40 homens. Pela manhã, quando estava previsto o maior número de partidas do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, pelo menos 22 decolagens não ocorreram no horário. No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, as chegadas foram as que registraram mais atrasos, os mais longos de duas horas. No decorrer do dia, vôos vindos de Brasília e outras partes do Centro-Oeste chegaram a ter até 3 horas de atraso. Até as 20 horas, havia 52 vôos atrasados. Em Cumbica, onde 64 vôos atrasaram, algumas partidas e chegadas internacionais também tiveram horário alterado por conta do tráfego aéreo. Os atrasos foram superiores a meia hora, em média. No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, 20 vôos foram cancelados de manhã e outros 88 atrasaram. No Salgado Filho, em Porto Alegre, foram 31; Paraná, 34; Manaus, 15 e Bahia, 7. Apesar disso, as cenas de tumulto e nervosismo dos passageiros registradas no feriado de Finados não se repetiram. A Aeronáutica informou que foram feitas "retenções normais" de algumas decolagens pela manhã no Rio, em São Paulo e em Brasília. Por algumas horas, os aviões foram liberados a cada cinco minutos nos aeroportos paulistas e no Galeão. Em Brasília, o espaçamento entre as decolagens atingiu dez minutos no meio da manhã. De acordo com a Aeronáutica, esse procedimento é considerado um gerenciamento de tráfego normal e necessário em dias de feriado devido ao aumento do fluxo de aviões. Segundo o site da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) (que administra 68 aeroportos brasileiros), alguns atrasos em Brasília superaram cinco horas, mas nenhuma explicação foi dada.

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