Aeronáutica monta força-tarefa para resgate

O Comando da Aeronáutica montou uma força tarefa completa e bem equipada para atuar no resgate das vítimas do vôo 1907. Os cerca de 200 técnicos, médicos e pilotos militares deslocados para a base Brigadeiro Velloso, na Serra do Cachimbo, e para as imediações do local onde foram localizados os destroços do Boeing 737-800, são especialistas em cada uma de suas missões. O avião caiu a cerca de 200 km da Fazenda Jarinã, entre os municípios de Matupá e Peixoto de Azevedo, na divisa entre o Pará e o Mato GrossoA frota engajada na operação, que até o anoitecer de sábado, 30,já havia voado 100 horas, incluiu na primeira fase o emprego de dois jatos R-99B, de sensoriamento remoto. Montados sobre o avião civil Emb-145, da Embraer, essas aeronaves cumprem tarefas consideradas usualmente sigilosas - voando alto e rápido,a captam informações e sinais eletrônicos, podem observar movimento e concentrações no solo. Também detectam fontes de calor. Com base em dados levantados pelos R-99B é que o enorme quadrimotor C-130 Hércules, voando baixo e lento, conseguiu estabelecer o ponto exato da queda, em meio a uma área densamente tomada pela floresta amazônica. O Hércules é capaz de transportar até 44 toneladas de carga, e fez isso agora, levando o material de apoio da força tarefa para a Serra do Cachimbo. Os cinco homens que dormiram na mata, entre os quais dois pára-quedistas, chegaram até esse ponto por meio de turboélices C-95 Bandeirante (o SC-Bandeirante é uma versão preparada para busca e salvamento). Dois tipos de helicópteros pesados estão em uso, o H-60 Black Hawk, - são dois, um dos quais cedidos pelo Comando do Exército - padrão das forças armadas americanas. O outro é o H-34 Super Puma, destinado a deslocar até 20 soldados prontos para combate a distâncias na faixa dos 630 quilômetros. Na situação atual, de emergência civil, é uma importante plataforma para remoção rápida de feridos e de grupos de socorro. Caberá a essas aeronaves a retirada dos corpos. O Centro de Comando instalado pela Força Aérea na base Brigadeiro Velloso, no Cachimbo, determinou a transferência de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aerotransportada, montada em um turboélice C-97 Brasília. Além de atender a eventuais sobreviventes feridos, a UTI dará sustentação às equipes, expostas a risco.

Agencia Estado,

30 de setembro de 2006 | 20h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.