Aeronáutica não irá punir controladores por apagão aéreo

A Aeronáutica concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) sobre a crise aérea que atingiu o País no final do ano passado e ninguém deve ser punido. O IPM concluiu que as reuniões feitas pelos controladores de vôo foram uma tentativa de resolver problemas internos da categoria depois da queda do avião da Gol. Chegou-se a levantar a possibilidade de que os controladores fossem acusados de motim, um dos crimes mais graves do código penal militar, mas fontes da Aeronáutica negam que esse seja o teor do IPM, entregue essa semana ao Ministério Público Militar (MPM). O IPM, que foi chefiado pelo tenente-brigadeiro Neimar Dieguez Barreiro, revela o que já se sabia na época: os controladores fizeram reuniões depois da queda do avião da Gol e decidiram seguir à risca os procedimentos de segurança nos aeroportos. Foi essa decisão que levou ao caos aéreo, iniciado na metade de novembro, no feriado da Proclamação da República, e que durou até o natal, com vôos cancelados e passageiros passando noites nos aeroportos. Os controladores decidiram, por exemplo, que cada um só supervisionaria no máximo 14 aviões, conforme dizem as regras internacionais. O IPM informa o MPM sobre a reunião que os controladores fizeram no Parque da Cidade, onde as decisões foram tomadas. Mas os controladores negaram que tenha sido uma "assembléia" para decidir uma rebelião ou uma greve. Um dos controladores informou ao Estado que o encontro foi informal, em um bar, e a decisão foi apenas de cumprir as normas de segurança. "Como poderíamos ser acusados de motim se apenas cumprimos as normas", disse. O próprio IPM informa que não é possível apontar culpados pelo caos aéreo e pela decisão de seguir à risca as normas de segurança. O MPM tem agora 15 dias para concluir o inquérito e pode arquivá-lo por falta de provas ou pedir mais investigações para tentar encontrar culpados.

Agencia Estado,

10 Fevereiro 2007 | 18h20

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