Aeronáutica nega ´buraco negro´ em altitude comercial

A Força Aérea Brasileira negou, em nota divulgada na noite desta segunda, a existência de "buraco negro" na faixa de altitude utilizada pela aviação comercial no Brasil (30 mil pés). A Aeronáutica reconhece, no entanto, que "abaixo de 20 mil pés podem existir áreas com detecção limitada". Nesta altitude, segundo a nota, o fluxo de tráfego aéreo é "menos significativo e onde há cobertura rádio VHF, com alternativa em HF, para auxílio à navegação e controle". De acordo com a FAB, o alcance radar diminui proporcionalmente em relação à altitude da aeronave. "Não é uma deficiência de infra-estrutura, mas uma questão física", esclarece a nota. O órgão informa que, "para aeronaves voando em altitudes mais baixas do que as preferencialmente utilizadas pela aviação comercial, existem pontos no espaço aéreo terrestre que poderão não ter cobertura radar", sendo que isso "não representa, em momento algum, problema para a aviação civil".Para estabelecer a cobertura de radares a 10 mil pés em todas as aerovias brasileiras, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) implementou radares fixos nas principais cidades brasileiras e utiliza radares transportáveis para cobrir as áreas de interesse operacional. O documento informa também que são utilizadas aeronaves de controle e alarme aéreo para a detecção e vigilância de vôos à baixa altitude, como elemento surpresa da vigilância do espaço aéreo, como em lugares como a Amazônia ou em áreas oceânicas, por exemplo. "Essa estratégia é a adotada por todos os países do mundo devido ao elevado custo para recobrir todo o território com radares de detecção de aeronaves à baixa altitude". Segundo a FAB, os radares são utilizados para permitir que o sistema possa diminuir o espaçamento entre as aeronaves e controlar mais vôos no mesmo espaço aéreo. "O distanciamento entre aeronaves sob controle convencional é suficiente para lidar com segurança com o tráfego aéreo existente nessas aéreas", explica a nota.

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