Aeroporto Afonso Pena, no PR, sofre com greve da PF

Às 10h48, 21 dos 79 voos previstos haviam sido cancelados; policia federal faz pente fino no embarque para protestar

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2012 | 11h54

SÃO PAULO - O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no Paraná, um dos pontos afetados pela greve da Polícia Federal em todo o País, tinha, às 10h44 desta quinta-feira, 26% dos voos cancelados e 46% atrasados, segundo informação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Das 79 partidas e chegadas previstas para o horário, apenas 22 operavam normalmente.

Desde terça-feira, 7, a PRF do Paraná realiza no aeroporto a chamada operação-padrão, com revistas mais rigorosas dos passageiros e de suas bagagens no embarque e desembarque. A medida, repetida em diversos outros terminas de todo o Brasil, está sendo usada pela categoria para chamar a atenção para suas demandas - reestruturação da carreira, reposição salarial de 30%, aumento de efetivo, entre outras.

No Afonso Pena, a operação voltou  a ocorrer nesta quinta-feira, 9, desde o início dos voos, às 6h, e acabou por volta das 11h. Quem ia viajar enfrentou filas e demora para passar no check-in. A Infraero, por sua vez, afirmou que o movimento era normal.

De acordo com o presidente do Sindicato do Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Vicentine, as operações servem para mostrar a situação dos policiais federais nos aeroportos. Pouco antes da interrupção das triagens, 22 agentes e dois cães farejadores estavam em ação. 

Por causa dela, um homem que vinha de Curitiba e seguia para Goiânia foi apreendido com seis mil comprimidos de ecstasy. "Isso mostra o que está entrando nos aviões sem a gente saber, por causa da falta de agentes para fiscalização. Operações assim deveriam acontecer sempre", disse Vicentine. 

Segundo o sindicalista, o efetivo normal no Afonso Pena é de apenas 9 agentes, sendo dois por turno. O efetivo extra, afirmou, é composto de agentes que não atuam no aeroporto. Em todo o Paraná, de acordo com Vicentine, há  700 policiais federais, número que deveria ser elevado entre 30 e 35%, defende.

Reuniões esporádicas de membros do Sinpef-PR estão sendo feitas no Afonso Pena e nas demais regiões do Paraná afetas pela greve, como portos, estradas e fronteiras. De acordo com Vicentine, a greve não tem prazo para acabar e a volta da Operação Padrão no aeroporto internacional ainda nesta  quinta não está descartada.

Desde quarta-feira, uma série de serviços de responsabilidade da Polícia Federal estão suspensos: emissão de passaportes na Superintendência da Polícia Federal,  em Curitiba; fiscalização de agência bancárias; registro de armas;  autorização de escolta de valores e de presos; e atendimento à estrangeiros.

Além do Afonso Pena, há operações padrão sendo realizadas em outros quatro pontos do Paraná, conforme o Sinpef-PR : Ponte da Amizade e Balsa do Salto de Guará - ambas na fronteira com o Paraguai; Ponte Tancredo Neves - na fronteira com a Argentina; e BR-277, na altura de Cascavel.

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