Aeroporto de São José quer ser alternativa para SP

O aeroporto de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, quer se tornar uma alternativa imediata para desafogar os aeroportos de São Paulo. Com capacidade para 170 mil vôos e decolagens por ano, o aeroporto, também administrado pela Infraero, tem um índice de ociosidade de 90%, sendo usado por uma única companhia aérea, a Ocean Air, pela Embraer e Centro Técnico Aeroespacial (CTA).Um grupo formado por empresários, vereadores e representantes da prefeitura se reuniu nesta segunda-feira, 11, em São José e decidiu formalizar a intenção em uma carta que será enviada ao governo do Estado de São Paulo e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A intenção é provar, por meio de um levantamento sobre a capacidade do aeroporto de São José, que o local é uma solução para a atual crise nos terminais de São Paulo."Em vez de se pensar em construir um terceiro aeroporto, que demandaria milhões de reais e muito tempo, a solução imediata seria a utilização do aeroporto do município, que fica a 45 minutos de São Paulo", defendeu o empresário José de Mello Corrêa, presidente da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos. Entre as vantagens apontadas pelo grupo está a pista de 3 mil metros homologada para vôos cargueiros internacional e aeronaves de grande porte, as torres de controle completas e desafogadas e os terminais de cargas e passageiros.Outra vantagem é a proximidade com São Paulo e o acesso fácil ao aeroporto, principalmente pela rodovia Airton Senna-Carvalho Pinto, que tem baixos índices de congestionamentos. "Se a Anac autorizar, podemos começar amanhã, às oito horas da manhã", brincou o empresário. A idéia é transferir para São José vôos fretados ou para longas distâncias como para cidades do Norte e Nordeste do País. "Já expusemos a idéia para as companhias aéreas, somente falta a Varig", disse Corrêa.Há cerca de três anos o aeroporto de São José dos Campos teve queda na freqüência de viagens depois da redução de vôos em conseqüência do ataque de 11 de setembro. No ano passado o terminal recebeu cerca de 43.500 passageiros, volume considerado metade da capacidade, que é de 90 mil. Das 170 mil operações comerciais que é capaz de fazer, realizou em 2005, somente 10.950, o que significa 6,44%.Para o superintendente da Infraero em São José dos Campos, Fernando Manzoni, a utilização de aeroportos que estão ociosos é uma tendência natural. "Pode ser sim uma boa alternativa. Já levamos o assunto para a regional, em São Paulo. Nos colocamos à disposição da Anac."

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