Aeroportos argentinos devem reabrir à noite; voos seguem cancelados no Brasil

Nuvem de cinzas está sobre espaço aéreo na região Sul, mas emissão de fumaça já perde intensidade

Marcela Gonsalves, estadão.com.br

14 de junho de 2011 | 16h11

SÃO PAULO - Com a redução da emissão de fumaça pelo vulcão chileno Puyehue, a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina informou nesta terça-feira, 14, que os aeroportos do país devem reabrir à noite. Mesmo assim, com a nuvem vulcânica em território brasileiro, os voos para a região continuam suspensos. Só hoje foram 28 voos internacionais cancelados, até o meio da tarde.

 

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), parte das decolagens foram prejudicadas por causa da nuvem de cinzas que ocupa o espaço aéreo do Uruguai, Argentina e sul do Brasil. Até as 15h30, haviam sido canceladas oito partidas e sete chegadas de Buenos Aires, além de uma partida e quatro chegadas de Montevidéu.

 

O aeroporto mais afetado foi o de Guarulhos, com 15 cancelamentos de voos internacionais no total. No Rio de Janeiro foram suspensos seis voos e, em Porto Alegre, três. Em Florianópolis, Curitiba e Campinas foi suspenso um voo em cada aeroporto.

 

A Anac Argentina, através de comunicado oficial, diz que os aeroportos de Ezeiza e Jorge Newbery devem retomar suas operações normais a partir das 21h. A previsão foi dada com base no último boletim emitido pelo Serviço Meteorológico do país, que aponta para uma redução do impacto da nuvem na região.

 

As companhias aéreas argentinas já haviam anunciado o cancelamento de toda a operação nesta terça, com exceção de oito voos regionais, cujos horários de partida seriam confirmados após as 17h.

 

No Brasil, a nuvem de cinzas vulcânicas já deixou o espaço aéreo de Porto Alegre nesta tarde, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB). Ela está agora sobre as cidades de Caxias do Sul, Santa Maria e Florianópolis.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.