Aeroportos brasileiros são campeões de atrasos, diz revista

Terminal de Brasília foi o pior em atrasos de decolagens; menos de 27% das partidas foram pontuais

João Caminoto, da Agência Estado,

16 de janeiro de 2008 | 11h02

Uma pesquisa internacional, publicada pela revista norte-americana Forbes, constatou que três aeroportos do País estão entre os quatro que registraram os piores atrasos na partida de aviões em todo o mundo em 2007.   Veja também: Anac põe fiscal em cabine de vôo para reduzir atrasos Infraero critica pesquisa americana de aeroportos   Segundo o levantamento realizado pela consultoria FlightStatus, o Aeroporto Internacional de Brasília foi o pior do mundo em atrasos nas decolagens. Pouco menos de 27% das partidas seguiram os padrões mínimos de pontualidade - dentro de uma margem de quinze minutos de seu horário programado.   Os aeroportos de Cumbica e Congonhas, em São Paulo, ocupam, respectivamente, o terceiro e quarto lugar no ranking global dos maiores atrasos nas partidas. No caso de Guarulhos, os atrasos apenas 41% dos vôos saíram pontualmente em 2007, enquanto em Congonhas esse desempenho foi de 43%.   A consultoria observou que o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, apresentou "a mesma confiabilidade miserável" nas partidas, mas não foi incluído no levantamento por causa de seu porte considerado relativamente pequeno.   Segundo a FlightStatus, São Paulo é também um dos piores lugares do planeta em termos de atrasos nas chegadas das aeronaves. Apenas 54% dos vôos em Congonhas, e 59% em Guarulhos, aterrissaram no horário programado em 2007.   O Brasil não é o único país com um fraco desempenho nos aeroportos. No Aeroporto Internacional de Pequim, que está sendo expandido para os Jogos Olímpicos deste ano, apenas 33% dos vôos decolaram pontualmente, colocando-o no segundo lugar entre os piores em partidas, atrás apenas do de Brasília. Até o Charles de Gaulle, de Paris, apenas 50% vôos saíram na hora, tornando-o o pior entre os aeroportos europeus.   Os aeroportos com piores atrasos nas chegadas foram os de Mumbai e Nova Deli, ambos na Índia.

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