Aeroportos de São Paulo registram atrasos em dez vôos

Os aeroportos da capital paulista registravam atrasos em dez vôos, entre partidas e chegadas, na manhã desta segunda-feira. No Aeroporto de Congonhas, na zonal sul de São Paulo, seis vôos estavam atrasados; no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, quatro vôos domésticos registraram atraso. Apesar dos atrasos, não foi registrado nenhum cancelamento e a ponte aérea Rio-São Paulo operava dentro dos horários programados.Em Congonhas, a partida do vôo 4738 da empresa Pantanal para Presidente Prudente, no interior do Estado, estava com atraso de uma hora e 30 minutos. O vôo 4762 da mesma empresa para Araçatuba também registrava atraso de uma hora e meia. A decolagem do vôo 1944 da Gol para Vitória, que estava prevista para 7 horas, só aconteceu às 9h15.A aterrissagem do vôo 4767, da empresa Pantanal, vindo de Araçatuba, estava com cerca de duas horas de atraso. O pouso do vôo 4731, também da Pantanal, vindo de Presidente Prudente, estava atrasado em uma hora e meia. Já o vôo 3731, da TAM, vindo de Londrina, tinha duas horas de atraso.Em Cumbica, quatro vôos domésticos estavam atrasados. Um deles era o 1074, que seguiria para Maceió com um atraso de pelo menos oito horas. Para Manaus, o vôo 2200, da Varig, estava atrasado em 30 minutos. O vôo 1158, da Gol, para Teresina, estava com a decolagem atrasada também em meia hora. Já o vôo 8081, da TAM, para o Rio de Janeiro registrava atraso de uma hora e meia.Quanto aos vôos internacionais, havia duas partidas de uma hora de atraso cada. O vôo da TAM que veio de Londres aterrissou com cerca de uma hora de atraso. Outra chegada de um avião vindo de Tóquio registrava 30 minutos de atraso.Efeito cascataA superlotação de aviões no pátio de Congonhas, por volta das 18h30 de domingo, paralisou as operações no ar e em terra, causando um efeito cascata e provocando atrasos médios de duas horas em todas as partidas e chegadas no fim da noite. Às 22 horas, o site da Infraero registrava atrasos de mais de uma hora em 24 vôos de Cumbica (14 chegadas) e 27 de Congonhas (21 chegadas). Os problemas afetaram ainda aeroportos como os de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que registrou atrasos em quatro vôos da Ponte Aérea.Responsável pelo controle do tráfego aéreo, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que um dos equipamentos de instrumentalização de vôos usados na torre de Congonhas foi paralisado à tarde, para manutenção. Mas não teve efeito sobre o movimento dos aviões, já que a função executada por esse equipamento foi suprida por outros.Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atribuiu os atrasos ao grande movimento de passageiros no aeroporto, por causa das férias. Também admitiu possível efeito cascata, provocado pelo fechamento, entre 6h55 e 8h30, do Aeroporto de Brasília, por causa da chuva. O motorista Edvald Benedito de Castilho foi uma das vítimas dos atrasos. Às 19 horas de domingo, ele chegou em Congonhas para buscar um cliente que vinha de Belo Horizonte num vôo da TAM. A previsão de chegada era 21h27, mas até as 23h20 ele continuava esperando no aeroporto. No mesmo horário, a professora Maria de Lurdes D?Agostino esperava, sem notícias, pela filha que vinha de Brasília num avião que deveria ter pousado em São Paulo às 20h10.CarnavalA Anac deverá anunciar esta semana a criação de uma força-tarefa para evitar novos problemas nos aeroportos no carnaval. A principal tarefa será impedir a prática de overbooking - venda de lugares acima da capacidade de embarque - por parte das empresas. Centrais de reservas das companhias deverão ser monitoradas. A agência ressaltou que o formato e o modo de atuação do grupo ainda estão sendo definidos. O comando da Aeronáutica, por sua vez, garantiu que não haverá problemas com controladores de vôo no feriado do carnaval. Um porta-voz da FAB afirmou que, desde dezembro, o setor de controle de vôo trabalha com a quantidade de operadores necessária para cumprir todas as escalas.Além disso, assegura que técnicos das empresas fornecedoras de equipamentos têm prestado assistência constante para evitar um novo apagão.

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