Aeroportos terão operação especial

Companhias se comprometem a evitar a prática de overbooking

Isabel Sobral, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2008 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou ontem uma operação especial nos aeroportos brasileiros, no fim de ano, para evitar transtornos como o "apagão aéreo" do Natal de 2006. No período de 19 de dezembro deste ano a 7 de janeiro de 2009, considerada a alta temporada de viagens, por causa do período de férias, os órgãos federais responsáveis pela aviação civil atuarão de forma integrada para fornecer informações aos passageiros e garantir a pontualidade do maior número possível de vôos. Segundo Jobim, a operação deste ano é semelhante a que foi feito no fim do ano passado, no mesmo período, e foi batizada de "Feliz 2009". "Todas as ações visam a termos um período de tranqüilidade e dar mais transparência às informações e pontualidade. Esperamos ter uma boa solução", declarou o ministro, logo após se reunir com representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), das empresas aéreas e dos órgãos federais que atuam nos aeroportos, como Polícia Federal e Receita Federal. Entre outras medidas, as companhias aéreas se comprometeram a evitar a prática do overbooking (venda de passagens aéreas além da capacidade das aeronaves) nesse período e concordaram em endossar os bilhetes de outras companhias, em caso de eventuais vôos cancelados ou atrasos muito longos. As empresas, de acordo com o ministro da Defesa, se comprometeram também a colocar de prontidão tripulações e aviões de reserva, além de equipes de manutenção e infra-estrutura de atendimento ao público. Na saída da reunião, o presidente da TAM, David Barione Neto, informou que a companhia manterá cinco aviões de reserva para cuidar de eventualidades, sendo três no aeroporto de Congonhas (SP), um em Cumbica (Guarulhos) e outro no Galeão (RJ). "Vamos fazer mais do mesmo, mas investindo em melhorar ainda mais o acesso às informações pelos usuários", comentou o executivo. INVESTIMENTOSJobim afirmou ainda que a operação especial não implicará novos investimentos, mas envolverá uma redistribuição de pessoal. Segundo ele, a Infraero deverá reforçar o número de funcionários que trabalham nos aeroportos. De acordo com o ministério, em 2007, no período de fim de ano, e na entrada de 2008 - quando ocorreu a primeira operação especial - os atrasos superiores a 30 minutos chegaram a 26,7% do total de vôos e os cancelamentos somaram 6,8% dos vôos programados. No segundo semestre de 2008, entre julho e novembro, os atrasos somaram 13,5%, enquanto os cancelamentos atingiram 2,7%.

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