Aeroportuários do Rio aprovam greve para dia 11 de julho

Os trabalhadores aeroportuários do Rio de Janeiro apoiaram por unanimidade a realização de greve no próximo dia 11. Segundo informou o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) da sub-sede do Rio, Pedro Martins, a decisão ocorreu em assembléia realizada na manhã desta segunda-feira, 9, pelos trabalhadores, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e apóia a intenção dos trabalhadores dos aeroportos de Cumbica (SP) e Manaus (AM), que também aprovaram o indicativo de greve, na semana passada. Martins explicou que na terça-feira, 10, será realizada assembléia pelos trabalhadores aeroportuários do aeroporto de Confins (MG), para tratar do mesmo tema. Entretanto, informou que às 14 horas desta segunda, ocorrerá um encontro entre sindicalistas do Sina, da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), e do governo, em Brasília, para falar sobre as reivindicações da categoria. O diretor do Sina esclareceu que provavelmente a empresa e o governo oferecerão uma contraproposta para tentar evitar a greve. "Não recebemos participação nos lucros há três anos", explicou. "Nosso Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) está para ser aprovado há três anos pelo ministério do Planejamento, e o ministério não aprova. Além disso, eles ofereceram 4% de reajuste este ano, mais a retirada de benefícios dos trabalhadores. Nós não aceitamos isso", reclamou o sindicalista. Segundo informações do sindicato, existem cerca de 2 mil trabalhadores aeroportuários no Rio - sendo que, desse total, 1.290 trabalham no aeroporto Tom Jobim. Pan Às vésperas dos Jogos Pan-Americanos, a maior preocupação dentro do governo é com o Rio, onde a maioria dos controladores de tráfego aéreo é civil - para eles, não valem as normas legais que impedem os controladores militares de realizarem uma paralisação. Em assembléia realizada na quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, cerca de 150 dos 1.000 funcionários do aeroporto paulista aprovaram paralisação, a partir da zero hora de 11 de julho, independentemente de outras assembléias regionais. "Só não haverá greve se, até lá, a Infraero apresentar uma boa proposta", disse o secretário-geral do Sina, Samuel Santos. Segundo os servidores de Cumbica, uma paralisação deve afetar pelo menos 70% do aeroporto. Serão mantidos apenas trabalhos essenciais, como navegação aérea (que é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira), segurança e fiscalização de pátio. Mas, segundo Santos, a programação de pousos e decolagens ficará mais lenta. "Com certeza, isso ocasionará um efeito cascata de atrasos de vôos. Teremos novo caos."

Alessandra Saraiva, do Estadão

09 Julho 2007 | 13h05

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