Aeroportuários fazem manifestação no Aeroporto de Guarulhos

Um grupo de 30 funcionários da Infraero está reunido desde as 9 da manhã desta quarta-feira, 5, no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Um carro de som ajuda os grevistas a chamar os funcionários para uma assembléia, no piso de desembarque do aeroporto. A paralisação da categoria, iniciada a zero hora de terça-feira, foi mantida após assembléia realizada na tarde de ontem. O comando de greve vai manter as paralisações até que o governo federal autorize a estatal a firmar o acordo com o Sindicato. Isto porque a Infraero depende do aval do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para realizar o acordo com os grevistas.O movimento reivindica um reajuste salarial de 37,4%, enquanto a Infraero oferece 4,6%. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), a greve dos funcionários chegou a 80% nos aeroportos de Belém e Guarulhos; 64% em Maceió, 50% em Campinas, Cuiabá e Fortaleza; 40% em Salvador e 30% em Brasília.Infraero nega prejuízoApesar da paralisação, a Infraero informou nesta terça que não houve nenhuma alteração nos vôos em virtude da greve. A estatal admitiu apenas que o balcão de informações ao passageiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos ficou fechado por duas horas durante a manhã de terça.O presidente do Sina, José Alencar Gomes Sobrinho, no entanto, afirmou nesta terça que os usuários devem evitar embarcar quarta-feira, pois a segurança de vôo estará comprometida. "Quem quiser ter um vôo tranqüilo, não vá ao aeroporto enquanto estivermos em greve", diz Sobrinho. "Não poderemos garantir a segurança de ninguém." A Infraero afirma que respeita o direito constitucional de greve, mas garante que os serviços essenciais para a manutenção dos vôos serão mantidos.

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