África defende avanço nas relações

GENEBRA

Jamil Chade CORRESPONDENTE GENEBRA, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2010 | 00h00

"Esperamos que a política do Brasil para a África não mude, que seja ampliada e que possamos descobrir muitas áreas de cooperação'', afirmou a ministra da Libéria, país que tenta fortalecer sua democracia e que conta com amplo apoio da comunidade internacional.

Já o Sudão, praticamente isolado, conta em seus dedos o número de aliados sobre os quais pode contar. O Brasil é um dos únicos países da América Latina a ter uma embaixada em Cartum. O outro é a Venezuela.

"Temos uma relação privilegiada com o Brasil e, com a vitória de alguém que foi preparada por Lula, temos a segurança de que não seremos abandonados pelo Brasil", informou o governo em comunicado.

Há quem também espere uma nova era nas relações com o Brasil. Em entrevista ao Estado, a vice-presidente de Honduras, María Antonieta de Bográn, deixou claro que sua esperança é de que os atritos entre o Brasil e seu governo sejam superados.

O Brasil hospedou em sua embaixada em Honduras o ex-presidente Manuel Zelaya, depois do caos institucional que marcou o país em 2009. Na ONU, o Brasil chegou a liderar uma ação para impedir que um embaixador que apoiava o governo que derrubou Zelaya pudesse estar na sala de reunião. "EsperoJ que as coisas comecem a mudar", disse a vice-presidente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.