Africanos com cocaína no estômago correm risco de vida

Dois dos três africanos presos na terça-feira emTabatinga (a 1.100 quilômetros de Manaus, na divisa com a Colômbia) continuam internados no Hospital João Lúcio, em Manaus. Laurence Nkono, da República dos Camarões, e Abdon Toure, da República de Guiné, ingeriram cerca de 70 cápsulas decloridrato de cocaína e correm risco de vida de uma delas se romper. Antônio Pinto Lopes, da Guiné Bissau, também foi preso,mas não havia ingerido a droga.A prisão, na noite de terça-feira, somente aconteceu porque os dois africanos deram entrada no hospital de Tabatinga alegandoproblemas intestinais. O exame de Raios-X constatou a presença das cápsulas de cocaína no intestino de ambos. Segundo eles,os sintomas surgiram após terem perdido o vôo que os traria para Manaus, de onde pretendiam embarcar para São Paulo e, emseguida, para o continente africano.Transferidos para Manaus, iniciaram um tratamento intensivo com laxantes, mas apenas parte da droga ingerida foi expelida atéagora. Segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Amazonas, os dois africanos apresentam o ventre muito inchado e correm sério risco porque não estão conseguindo expelir a droga naturalmente. A possibilidade de cirurgia não está afastada.O uso do próprio corpo para transportar drogas não é novidade no Amazonas. Ano passado, um traficante colombiano morreu noHospital 28 de Agosto quando uma cápsula de cocaína rompeu em seu estômago. Há dois anos, um brasileiro e um outrocolombiano tiveram o mesmo problema, mas sobreviveram depois de expelirem a droga que tinham ingerido em Tabatinga.

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