Aftosa: Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí podem ser áreas livres  

Estados têm, hoje, o status de risco médio para doença e, por isso, só podem comercializar carne para regiões com a mesma classificação sanitária

Ana Conceição, Agência Estado

20 Janeiro 2012 | 16h03

Os Estados do Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí podem obter ainda este ano do Ministério da Agricultura o reconhecimento de áreas livres de febre aftosa com vacinação. A conquista do novo status acontecerá caso cumpram as exigências do projeto que visa a ampliar a zona livre da doença no País. Esses Estados têm, hoje, o status de risco médio para aftosa e, por isso, só podem comercializar carne para regiões com a mesma classificação sanitária. Ou seja, não podem exportar a proteína nem vendê-la para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, hoje reconhecidamente áreas livres da doença com vacinação. Em todo o Brasil apenas o Estado de Santa Catarina é zona livre de aftosa sem vacinação, desde 2007.

Em reunião na última terça-feira (17), em Brasília, entre o ministro Mendes Ribeiro Filho e os secretários de Agricultura dos quatro Estados, foi confirmada a agenda de auditoria e sorologia necessárias para a análise que vai declarar, ou não, o novo status dessas regiões. O cronograma elaborado pelo Ministério prevê que em fevereiro uma nova auditoria será feita para checar se as pendências apontadas pelo governo em avaliação anterior, no ano de 2011, foram sanadas. Em março serão sorteadas centenas de propriedades para que seja realizada, entre os meses de abril e maio, a sorologia dos animais, que tem como objetivo provar a inexistência da circulação do vírus da aftosa. Todo o processo será concluído em outubro.

Caso os quatro Estados sejam aprovados, receberão do Ministério o status de área livre com vacinação. O próximo passo será encaminhar a documentação para a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para que sejam reconhecidos pelo organismo multilateral. Geralmente, a OIE decide sobre a concessão de status sanitários em sua reunião anual que ocorre em maio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará tinha, em 2010, um rebanho de 17,6 milhões de cabeças; o Maranhão, 7 milhões de cabeças; Pernambuco, 2,4 milhões de cabeças; e Piauí, 1,68 milhão de cabeças. O rebanho total do País era de 209,5 milhões de bovinos.

O secretário de Agricultura do Maranhão, Cláudio Azevedo, afirmou, por meio de nota, que com o status de região livre da febre aftosa os mercados interno e externo se abrirão para a carne do Estado. "Os criadores poderão buscar preços competitivos para sua atividade pecuária e o Maranhão vai atrair novos investidores para o setor rural", disse. O Estado não registra caso de aftosa há dez anos.

<b>Status nos Estados</b> - Atualmente, 15 Estados brasileiros são reconhecidos pela OIE como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status a região centro-sul do Pará, os municípios de Guajará e Boca do Acre e partes dos municípios de Lábrea e Canutama, todos no Amazonas.

O Ministério da Agricultura reconhece como de risco médio de febre aftosa os seguintes Estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e as regiões norte e oeste do Pará, incluindo a ilha do Marajó. Em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.

Mais conteúdo sobre:
febre aftosa,

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.