Agência internacional diz que Lula continua popular

A agência Associated Press, citada pela Dow Jones, publicou reportagem no sábado à noite sobre as últimas pesquisas eleitorais divulgadas pelo Ibope e Datafolha. Os números apontaram para a diminuição da diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu principal adversário, Geraldo Alckmin, e para a possibilidade ocorrer segundo turno. O texto destaca que as pesquisas foram as primeiras divulgadas após a decisão "muito criticada" de Lula de não comparecer ao debate de quinta-feiraLula, de acordo com as agências, deve vencer o pleito neste domingo, "apesar do escândalo político em andamento, sustentado por uma economia estável e por programas sociais que tiraram milhões de pessoas da pobreza. Mas as novas pesquisas mostraram um declínio da vantagem de Lula à véspera da eleição, sugerindo que o ex-líder sindicalista radical pode não sair vitorioso no primeiro turno e ser obrigado a fazer campanha durante mais um mês em meio às crescentes acusações de corrupção contra seu partido."O texto ressalva, no entanto, que "muitos brasileiros parecem dispostos a ignorar as acusações de corrupção porque sentem que suas vidas melhoraram durante os quatro anos do mandato de Lula. Seus esforços para reduzir a pobreza são muito populares nas favelas de São Paulo e do Rio de Janeiro, bem como no empobrecido nordeste, onde Lula nasceu", afirma a reportagem, que em seguida cita dados estatísticos de programas sociais como o Bolsa Família e o Fome Zero.As agências também trazem um breve histórico do presidente. "Filho de um fazendeiro pobre que se tornou o primeiro líder sindical combativo e depois eleito o primeiro presidente de esquerda do Brasil, Lula surpreendeu a muitos por governar como um moderado desde que assumiu o cargo. Sua habilidade na condução da economia lhe garantiu apoio em Wall Street e nas favelas do Brasil. Suas prioridades para o segundo turno incluem a reforma das regras trabalhistas e tributárias", diz o texto, que termina afirmando que a atenção da mídia no sábado voltou-se para o acidente com o avião da Gol, o pior da história da aviação brasileira.

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