Agenda de Lula já prevê Dilma eleita

Presidente determinou ao Itamaraty que monte estratégia diplomática para levar petista à cúpula do G-20 em novembro, 19 dias após o 2º turno

João Domingos/BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

A menos de três meses e meio do fim de dois mandatos, Luiz Inácio Lula da Silva já definiu a agenda do resto dos dias presidenciais. Além do empenho como cabo eleitoral na reta final da campanha, ele planeja levar Dilma Rousseff à cúpula do G-20, em Seul, em novembro, apresentando-a à elite mundial dos chefes de Estado.

Oficialmente, o presidente vai levar à cúpula de Seul, no dia 12 de novembro - 19 dias depois do segundo turno das eleições -, o candidato escolhido para lhe suceder. Como as pesquisas apontam para uma provável vitória de Dilma, Lula já determinou ao Itamaraty que monte uma estratégia para exibir a petista como a nova chefe de Estado, pois ela é quase desconhecida no cenário internacional.

Ele também escolheu a cúpula do G-20 para fazer sua despedida internacional como líder dos países emergentes. Lá deverão estar representantes das 20 maiores economias mundiais, que significam 85% do PIB, 80% do fluxo do comércio e 66% da população.

Lula tinha pensado em levar Dilma - caso seja a vencedora da eleição - à Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-16), agendada para Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 de dezembro. Mas descobriu que a reunião será esvaziada e não contará com os principais líderes mundiais.

Caso Dilma vença no primeiro turno, Lula vai dedicar-se à inauguração de obras pelo País e às últimas viagens internacionais.

Segundo auxiliares do presidente, os seguidos discursos de campanha de que pretende se tornar uma espécie de fiscal de Dilmaf, com exigências pessoais para que termine obras inacabadas, são apenas teatrais e visam a ajudar sua campanha.

Lula, segundo auxiliares, pretende ficar distante de temas do dia a dia e da montagem da equipe de governo. A ideia é mesmo a de voltar para casa para "assar coelhos". A dúvida é se ele conseguirá de fato ficar longe o suficiente do governo, assim que os dias forem passando.

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