Agente que levou celulares para presídio pode pegar 10 anos de prisão

O agente penitenciário Benedito Paulo Coelho, de 33 anos, preso na tarde de quarta-feira ao tentar implantar telefones celulares no presídio no qual trabalhava, pode pegar de 8 a 10 anos de prisão. Ele foi transferido para o Centro de Denteção Provisória de Taubaté, onde ficará detido e se condenado, deve ser expulso do sistema penitenciário.Coelho foi flagrado ao tentar entrar no presídio Tarciso Leonce Pinheiro Cintra, o P1 de Tremembé, no Vale do Paraíba, com três celulares. A direção da penitenciária recebeu uma denúncia dos próprios agentes de que o policial chegaria ao trabalho com uma televisão, dentro da qual os aparelhos estariam escondidos. Assim que o agente chegou à penitenciária carregando um televisor, o diretor Ângelo Cabral pediu que o aparelho fosse aberto. No compartimento interno estavam três telefones celulares que seriam entregues para o detento Francisco Scofano. Pressionado pela direção do presídio, Coelho acabou confessando o crime, mas não revelou quanto ganharia pelo serviço.Segundo o diretor da penitenciária, Ângelo Cabral, Coelho estava sendo investigado há algum tempo, pois apresentava atitudes suspeitas. O agente trabalhava no sistema penitenciário há 10 anos. Segundo o delegado que investiga o caso, Henrique José dos Santos, o aparecimento de outros envolvidos não está descartado. "Pode ser que no decorrer das investigações surjam outros acusados do mesmo crime", disse. O que chamou a atenção da polícia civil foi a denúncia ter partido dos próprios agentes penitenciários. "Isso mostra que podemos confiar no trabalho dos agentes". O detento Fransciso Scofano, que receberia o celular, também vai responder por corrupção ativa. Ele está no presídio desde 1996 e tem uma pena de 20 anos para cumprir por latrocínio.

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