Agentes de segurança passarão a vigiar os presídios de SP

"Ameaça de bandido é cadeia. O governo do Estado, agora mais do que nunca, mantém a posição de enviar para presídios e penitenciárias de segurança máxima os integrantes do crime organizado que ameaçam a população", disse hoje o governador Geraldo Alckmin.Alckmin esteve hoje na cidade de Pirajuí, interior do Estado, onde assistiu, juntamente com os secretários Nagashi Furukawa e Saulo de Castro Abreu Filho, da Administração Penitenciária e da Segurança Pública, ao ato de troca dos policiais militares pelos agentes de segurança civis nas duas penitenciárias daquela cidade. Uma delas recebeu 60 e outra 50 agentes de vigilância, liberando igual número de policiais militares.?Não tem nenhum sentido o policial militar tomar conta de preso. Quem prende não deve tomar conta, essa é uma norma de segurança. E ainda mais: isso não é função de policial militar e representa uma punição para o soldado que é destacado para a muralha das prisões", disse o governador, acrescentando que a comunidade vai ganhar em segurança - o policial vai voltar ao seu trabalho nas ruas e as prisões estarão guardadas por funcionários especialmente treinados.O Estado contratou quatro mil agentes de vigilância para cuidar das muralhas e áreas externas das penitenciárias e qualificou-os com uma curso de 225 horas de duração, onde aprenderam técnicas de vigilância dos limites de cada presídio e receberam instrução de tiro. Amanhã Alckmin e Furukawa estarão em Mirandópolis, na região de Araçatuba, para também presenciar a troca das guardas da PM pelos agentes de vigilância. O mesmo está acontecendo nas penitenciárias de Bauru e de outras localidades interioranas. Os policiais retirados das muralhas serão aproveitados no policiamento das ruas.CDP em BauruAlckmin confirmou para o início de maio a instauração do Centro de Detenção Provisória de Bauru, com capacidade para 800 detentos, que deverá absorver os presos da cadeia pública da cidade - hoje superlotada - e de outras cadeias da região. "Com essa obra estaremos também devolvendo às suas funções originais os policiais civis que hoje guardam os presos provisórios" - disse.

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