Agentes encontram maconha e fones para celular em Bangu 1

Vistoria realizada hoje no presídio Bangu 1, no Rio, resultou na apreensão de 50 gramas de maconha e quatro fones para celular. O material, segundo a assessoria da Secretaria de Justiça, estava na galeria C, que até ontem era ocupada pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e seus comparsas Marcos Marinho dos Santos, o Chapolim, e Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinhos Paraíba. Houve um remanejamento no local e todos os 45 detentos abrigados em Bangu 1 trocaram de celas.A operação começou às 8 horas e durou seis horas. Trinta agentes do Serviço de Operações Externas (SOE) do Deparatamento do Sistema Penitenciário (Desipe) participaram da revista, que contou com cinco cães farejadores da PM. Em 18 de junho, promotores do Ministério Público Estadual apreenderam cinco telefones celulares, mais de vinte carregadores, R$ 1,1 mil em dinheiro, munição e estoques (facas improvisadas) em Bangu 1.As apreensões são constantes. Na sexta-feira passada, 22 telefones celulares, 25 carregadores, 15 papelotes de cocaína, uma picareta e um laptop foram encontrados em Bangu 3. No dia 5 de julho, foram apreendidos dez celulares, doze carregadores, um quilo de maconha e outro de cocaína em celas da Casa de Custódia Pedro Mello, outra unidade do complexo penitenciário de Bangu.DenúnciaA juíza Sônia Maria Gomes Pinto, da 1.ª Vara Criminal de Bangu, aceitou hoje denúncia oferecida na segunda-feira pelo Ministério Público (MP) contra Beira-Mar, Chapolim e Marquinhos Paraíba, além do advogado Hélio Rodrigues Macedo. A denúncia baseia-se nas investigações realizadas a partir de 400 horas de gravações de conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF).No dia 22 de julho, Sônia irá ao presídio Bangu 1 para ouvir os traficantes, que cumprem pena por outros crimes. Macedo prestará depoimento no Fórum de Bangu, zona oeste. Ao aceitar a denúncia, a juíza decretou a prisão preventiva do advogado e acabou com a possibilidade de que ele fosse solto hoje. Macedo cumpre prisão temporária na carceragem especial da Polinter desde 18 de junho.Enquadrados na lei 9.034/95, que trata do Crime Organizado, os quatro denunciados perderam o direito a benefícios como progressão da pena e liberdade condicional. Beira-Mar, Chapolim e Paraíba são acusados de associação para o tráfico, extorsão e formação de quadrilha. O advogado só não foi denunciado por tráfico.

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