Agentes federais escoltam cerca de 90 imigrantes para superintendência

Além das prisões, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na capital paulista e conduziu, pela manhã, aproximadamente 90 chineses para verificação de documentos na sede local da superintendência. Quase todos foram liberados.A operação começou às 6h30 na região da Rua 25 de Março. Os agentes cumpriram mandados em dois prédios em que quase todos os moradores são de origem asiática - um na Rua Augusto Severo e outro na Hércules Florence. Os moradores saíram assustados de casa e foram levados em dois ônibus da PF, incluindo as crianças.Os chineses foram divididos no auditório da PF de acordo com a sua situação no País. Poucos deles falavam português e precisaram ser auxiliados por intérpretes. "Trabalho com vendas e tenho passaporte", disse o chinês Chen, de 34 anos. Ele afirma estar há 11 anos no País, vivendo com a família, que também estava na PF - entre eles, o filho Carlos, de 4 anos, nascido no Brasil. Chen se recusou a dizer para quem trabalha.A PF não informou quantos dos chineses foram liberados. Somente adiantou que um deles seria deportado, pois estava com a documentação irregular e foi acusado de contrabando - na residência foram encontrados produtos sem nota fiscal Outro mandado foi cumprido no escritório de contabilidade de José Gonçalves Machado, de 74 anos, conhecido como Barão. Seus computadores e parte das planilhas acabaram apreendidos. Na tarde de ontem, ele esteve na sede da Superintendência da PF na capital, reclamando da ação dos policiais. "Eu só tenho meu escritório no mesmo prédio que os chineses, mas nenhum deles é meu cliente."

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