Agentes penitenciários fazem paralisação no interior de SP

A morte do agente de segurança penitenciária, Tassiano Menezes de Lucena, de 29 anos, atingido na cabeça por um tiro disparado por um detento durante uma rebelião no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, no último sábado, 9, resultou na paralisação dos funcionários das penitenciárias Zwinglio Ferreira (P-1) e Maurício Henrique Guimarães Pereira (P-2), ambas de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.De acordo com o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), os agentes estão de luto pela morte do colega e mantém apenas os serviços básicos de alimentação e entrega de medicamentos aos presos. Banho de sol, entrega de correspondências e atendimento de advogados foram suspensos. No domingo, 10, na penitenciárias Zwinglio Ferreira (P-1), que funciona sob regime disciplinar de cumprimento de castigo, os agentes já não permitiram que os presos recebessem visitas de familiares. Em todo o Estado de São Paulo, apenas as penitenciárias de Presidente Venceslau aderiram ao movimento, que não tem data prevista para ser encerrado.Em nota, o sindicato afirmou que "o movimento demonstra solidariedade e ao mesmo tempo a indignação dos servidores penitenciários, que protestam pacificamente contra a falta de segurança que tomou conta do sistema penitenciário nos últimos anos e a pouca eficiência do Estado em proporcionar melhorias para a questão". A Sifuspesp citou ainda, como mais uma motivação para a paralisação, a tentativa de fuga dos presos do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo, ocorrida por volta das 2h30 da madrugada desta segunda-feira, 11, quando foi solicitado atendimento médico a um dos detentos, que estaria passando mal. A equipe médica chegou ao local e acabou rendida pelos presos. O motim foi controlado ainda nesta madrugada. Oito agentes de segurança foram mantidos reféns por algumas horas.Até as 18 horas, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) ainda não tinha se pronunciado sobre a paralisação.

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