Agentes penitenciários são feitos reféns em presídio do Paraná

Agentes foram rendidos durante o café da manhã e, entre as reivindicações, está a reforma de celas destruídas na última rebelião

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

16 de setembro de 2014 | 19h36

CURITIBA - O segundo motim na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) em menos de cinco dias já dura 12 horas e até as 19 horas desta terça-feira, 16, os 70 presos que se rebelaram ainda mantinham dois agentes penitenciários como reféns. Os agentes foram rendidos durante o café da manhã e entre as reivindicações está a reforma das dez celas que foram destruídas no final de semana durante a última rebelião. Essa é a quinta rebelião no Estado em menos de um mês.

O foco da rebelião está na galeria A, do bloco 3, e segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindaspen) nela estão localizados os presos que lideraram o mais recente motim que provocou a transferência de 43 detidos.

Segundo a PM, há uma negociação em andamento e existe a possibilidade de a rebelião terminar no final da noite. 

Conforme o presidente do Sindaspen, Antony Jhonson, existe a possibilidade de a categoria entrar em greve, mas a definição deve acontecer após uma assembleia que será realizada na manhã de quarta-feira, 17. Para o presidente, a recente transferência de presos das delegacias para os presídios provocou esses problemas. "Isso que está acontecendo não é uma surpresa, uma hora iria acontecer, pois houve as transferências para os presídios e com isso aumentou muito a população carcerária, não tem como os profissionais trabalharem com esse estresse", reclamou.


Por causa dos recentes motins, o governo do Estado acionou o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para investigar as causas das rebeliões e se há algum agente público envolvido nos motins.

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