Agora, a sobrevivência política do clã depende das filhas do casal

As filhas Jaqueline e Liliane foram eleitas para a Câmara dos Deputados e para a Câmara Distrital do DF

, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2010 | 00h00

BRASÍLIA

Com a mãe, Weslian, derrotada nas urnas e o pai, Joaquim, barrado pela Lei da Ficha Limpa, a sobrevivência política do clã Roriz volta-se agora para duas filhas do casal: Jaqueline e Liliane, eleitas para a Câmara dos Deputados e a Legislativa, respectivamente.

Aos 48 anos de idade, Jaqueline Roriz (PMN) foi a terceira candidata da região mais votada para a Câmara dos Deputados, respaldada por 100 mil votos. Formada em pedagogia, entrou oficialmente no universo político em 2006, quando se elegeu para a Câmara Legislativa do Distrito Federal com 24 mil votos.

Entre os projetos de lei apresentados, estão o que cria a política de saúde para a mulher detenta e o que determina o bloqueio de acesso a sites pornográficos aos menores de 18 anos que utilizam serviços de cyber-cafés. Seu patrimônio declarado é de R$ 2,8 milhões.

Já Liliane (PRTB), a caçula de 44 anos, vai estrear na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2011. A filha mais velha do casal, Wesliane, cuida dos negócios da família. Sempre foi deixada no papel de coadjuvante, assim como a mãe, antes das eleições deste ano.

O capital político do sobrenome Roriz foi um dos fatores determinantes para Weslian assumir a cabeça de chapa. A nove dias do primeiro turno, seria difícil montar uma nova estratégia de campanha - jingles, programas, panfletos - com outro nome à frente da coligação. O plano original era levar o vice Jofran Frejat à condição de candidato a governador, mas ele rejeitou a ideia.

Durante toda a campanha, Weslian contou com a presença das filhas e do marido. Na propaganda, a falta de experiência administrativa foi compensada pelo carimbo de "responsabilidade social" e a garantia de seguir com o jeito "Roriz de governar". Weslian adotou ao menos o jeito Roriz de campanha: privilegiou as áreas mais pobres (reduto da família), falou às pessoas mais "humildes" e evitou a imprensa. Seu programa também bombardeou o adversário com acusações - consideradas "sórdidas" e "pagas" pelo PT.

Marketing. Para o segundo turno, a campanha do PSC contratou o marqueteiro Dimas Thomas, que antes de 3 de outubro moldava o discurso anti-PT e anti-Roriz de Toninho do PSOL. A candidata também foi submetida a um treinamento para melhorar a performance à frente das câmeras, após a desastrosa participação no primeiro debate da TV Globo - quando disse: "Eu quero defender toda aquela corrupção". Só voltou a comparecer a debates na semana passada, quando confundiu-se mais uma vez na emissora. Chamou o adversário de "nosso candidato" e "governador".

Na reta final de campanha, o PSC chegou a distribuir panfletos que mostravam uma suposta subida de Weslian nas intenções de voto. Segundo pesquisa de um certo Instituto Parlamento, a diferença entre os dois candidatos seria de apenas 5,5 pontos. "É a hora da virada", dizia o texto. Fica para 2014. / RAFAEL MORAES MOURA E ANA PAULA SCINOCCA

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