Agora, Fura-Fila vai ganhar trilhos

Trecho entre Vila Prudente e Cid. Tiradentes terá integração e tarifa de metrô, com veículos elétricos sobre pneus

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

29 de abril de 2009 | 00h00

O Expresso Tiradentes, ex-Fura-Fila, ganhará nova roupagem, a de metrô de superfície com pneus (VLP) - que correm dentro de trilhos -, e será movido a energia elétrica, em via elevada. Também terá verba do Estado, que passará a administrar o ramal de 22,3 quilômetros, entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes, com a contribuição de R$ 1 bilhão do Município, prometida pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) inicialmente para o sistema metroviário tradicional.A mudança foi anunciada ontem pelo governador José Serra (PSDB) e pelo prefeito. A nova linha, de R$ 2,3 bilhões, será construída em duas etapas. A primeira tem previsão de entrega para 2010. Ligará a Vila Prudente a São Mateus. Já a etapa entre São Mateus e Cidade Tiradentes deverá entrar em operação em 2012. Haverá uma interligação entre o Expresso e o metrô, na Vila Prudente, na futura estação da Linha 2-Verde. O traçado final do que está sendo chamado de Metrô Leve Expresso Tiradentes não está definido. Deverá ser apresentado pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos em maio, quando será assinado o convênio entre Município e Estado. "Será feita uma grande festa em Cidade Tiradentes para anunciar o projeto", prevê Kassab. O governador disse que a proposta ajudará a reduzir os congestionamentos e facilitará o transporte de passageiros da zona leste ao centro. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, o custo do projeto inicial do Expresso ficava entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. Já o metrô leve custará R$ 2,3 bilhões, enquanto o metrô por subsolo no mesmo trecho custaria de R$ 1,7 bilhão a R$ 4 bilhões, sem contar desapropriações.Segundo Kassab, a modificação foi decidida para otimizar a aplicação de recursos públicos. Entre Vila Prudente e Oratório, a linha do metrô e o Expresso seriam coincidentes por 2,1 quilômetros e custariam juntos R$ 3 bilhões. A instalação do ramal Oratório da Companhia do Metropolitano implicaria grandes desapropriações na Avenida Luiz Inácio de Anhaia Melo, que também perderia 8 metros de largura até São Mateus. "Para se ter uma ideia, o Metrô de Ipiranga a Vila Prudente custa R$ 2 bilhões. Por R$ 2,3 bilhões, vamos fazer 22,3 km de Metrô Leve. É um projeto econômico. Combina esforços da Prefeitura e do Estado e é muito importante para a zona leste", justifica Serra. Também é considerada a possibilidade de entrega das obras em tempo menor, previsões menores de gastos com manutenção e consumo de energia elétrica. FRASESJosé SerraGovernador"O metrô leve não vai precisar passar por cruzamentos, será por via elevada"Gilberto KassabPrefeito"Será feita uma grande festa em Cidade Tiradentes para anunciar oficialmente o projeto"NÚMEROSR$ 2,3 bilhõescustará o ramal, que terá 22,3 km e será administrado pelo Estado. O Município arcará com R$ 1 bi; e a primeira fase das obras deverá ser entregue em março de 2010

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