Agora, morte de animais também no zoológico de Brasília

Em menos de um mês, dois dos sete cangurus do pescoço vermelho morreram noZoológico de Brasília. Um primeiro laudo detectou nas vísceras dos animais presença de substância contida em veneno de rato. Mas o diretor do Zoológico, Raul Gonzalez, pediu novos exames como contraprova pois considerou o resultado inicial incompleto e desconfia de outras causas para as mortes.Gonzalez questiona o primeiro laudo por falta de informação sobre a quantidade da substância suspeita encontrada noorganismo dos cangurus.?Um animal de 15 a 20 quilos necessitaria ingerir grante quantidade desta substância ao ponto de levá-lo à morte?, pondera o diretor, que não descarta sequer morte natural. Os animais, ambos machos, eram sadios. No início do ano, passaram por exames de urina e hemogramas e nadaapresentaram. Mas o diretor afirma que uma bactéria pode ser fulminante até para estes animais que têm 14 anos deexpectativa de vida. O canguru que morreu em 9 de janeiro tinha cinco anos e o outro, morto no último dia 5, era dois anos maisnovo.?São casos isolados?, ameniza Gonzalez que descarta qualquer comparação entre as mortes destes animais em Brasília comas ocorridas no Zoológico de São Paulo.O diretor argumenta ainda que mortes são comuns em zoológicos, assim como nascimentos de filhotes. As três fêmeasremanescentes, por exemplo, estão prenhas. Quando eles nascerem, o Zoológico de Brasília ficará com oito cangurus quedividirão um recinto capaz de abrigar até 15 indivíduos.

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