Agressão a metalúrgico é exibida na internet

Após chutes na cabeça, rapaz está em coma; nenhum dos dez agressores foi preso

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 00h00

Vídeo que mostra dez rapazes agredindo brutalmente o metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 23 anos, na saída de uma boate, em Sorocaba, foi parar na internet e causa revolta. Internautas reclamam da demora da polícia em identificar todos os agressores. O crime ocorreu às 5h30 do dia 1º, na frente da boate Soft, na Rua barão de Tatuí, no centro da cidade.A Polícia Civil informou ontem que já identificou um dos agressores, mas não forneceu detalhes. Havia a suspeita de que o jovem fosse menos de idade. O delegado que cuida do caso, José Ordele Lima, mantém em sigilo a identidade do agressor, para não prejudicar as investigações.As imagens, captadas pela câmera externa da casa noturna, mostram o metalúrgico correndo pela rua, perseguido por três rapazes. Um deles o derruba com um pontapé. O rapaz tenta escapar, entrando no estabelecimento, mas é puxado para a rua. Outros sete agressores se juntam ao bando e dão início a um massacre. Sem chance de defesa, Rodrigues é chutado pelo menos 30 vezes, principalmente na cabeça. Quando a maior parte do grupo se retira, deixando o rapaz desmaiado na rua, dois agressores continuam com os pontapés. Um deles, que seria menor de idade e já teria sido identificado, chuta várias vezes a cabeça da vítima e pula sobre ela com os dois pés. O vídeo mostra que um segurança do estabelecimento e algumas pessoas assistem à cena sem intervir nem pedir socorro. TRAUMATISMOQuando a vítima finalmente foi levada a um pronto-socorro, estava em coma. Os exames constataram fraturas na face e traumatismo craniano. O caso foi registrado como "agressão de natureza grave" na Delegacia Participativa, mas as imagens mostram que alguns agressores agiram com intenção de matar. A família do metalúrgico está assustada e revoltada. A mãe do rapaz, que pediu para não ser identificada, disse que não sabe o que provocou tanta violência contra o filho. Ela contou que ele estava muito abalado com o rompimento de um namoro e vinha passando por tratamento psiquiátrico. O advogado contratado pela família para acompanhar o caso vai pedir que a polícia indicie os seguranças da casa noturna por omissão de socorro, já que nada teriam feito para impedir as agressões.Rodrigues continuava ontem em coma, e seu estado era considerado grave.

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