Agressor do juiz Fux foi preso nesta 2ª-feira

Acusado de ser o líder da quadrilha que agrediu a golpes de marreta o juiz Luiz Fux, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felipe Pimentel de Oliveira Costa Vieira, o Felipinho, de 22 anos, foi preso nesta segunda-feira. A agressão ocorreu na sexta-feira, no apartamento do juiz, em Copacabana, durante um assalto.De acordo com a polícia, a quadrilha seria especializada em roubos a residências na zona sul. Vieira, cuja prisão preventiva fora ampliada de cinco para 30 dias no domingo pelo juiz João Marcos Castelo Branco, do Tribunal de Justiça, foi encontrado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, por agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).Normalmente, o mandado de prisão preventiva tem validade por cinco dias, renováveis por outros cinco, mas Castelo Branco justificou o maior rigor por ter considerado o crime hediondo. No fim de 2001, Vieira foi preso em flagrante ao arrombar um caixa eletrônico em Botafogo, na zona sul, e cumpriu pena.Segundo a polícia, 250 agentes participaram das buscas. ?As informações são de que seria ele o autor da marretada que vitimou o ministro do STJ?, afirmou o delegado Rodrigo de Oliveira, que comandou a operação. Além de Vieira, os outros três integrantes da quadrilha, formada por jovens de classe média da zona sul, já foram identificados pela polícia, que divulgou seus retratos falados.O líder da quadrilha, identificado por impressões digitais, foi reconhecido por testemunhas a quem a polícia mostrou uma fotografia. O ministro teve alta do Hospital Copa D?Or no domingo à noite e seu estado de saúde, segundo os médicos, é bom. Ele teve que ser operado, pois uma de suas orelhas quase foi arrancada pelos agressores. Os golpes atingiram Fux no rosto e nos joelhos. Um dos lados da arma usada pelos criminosos que o espancaram era cortante.SeqüestroAgentes da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) libertaram na madrugada desta segunda-feira o empresário Alberto Motta Moraes Filho, de 35 anos, filho do desembargador Alberto Motta Moraes. Ele estava em um cativeiro em São Gonçalo, município do Grande Rio. Quatro dos seqüestradores foram presos em outro ponto do município. Eles teriam envolvimento com o tráfico de drogas na região.

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