Agressores de doméstica são indiciados no Rio

Delegado pede a prisão preventiva dos jovens já reconhecidos por Sirley

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h29

O inquérito sobre a agressão sofrida pela empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho, em 23 de junho, foi entregue nesta terça-feira, 3, ao Ministério Público Estadual. O delegado Carlos Augusto Nogueira pediu a prisão preventiva dos cinco acusados do crime - Rubens Arruda, Rodrigo Bassalo, Júlio Junqueira, Leonardo Andrade, e Felipe Macedo Neto. Os jovens, que estão presos temporariamente por decisão judicial, foram indiciados por lesão corporal, tentativa de homicídio, roubo e formação de quadrilha. O inquérito tem 244 páginas. Além da acusação principal, Felipe responderá ainda por coação, já que ameaçou Sirley quando ela esteve na delegacia para fazer o reconhecimento dos cinco agressores. O delegado também indiciou Rubens, Júlio e Leonardo por injúria e dano qualificado, por terem xingado duas engenheiras, além de terem lançado uma garrafa contra o carro de um amigo delas. O episódio aconteceu na mesma noite em que Sirley foi espancada. Nogueira abriu outros inquéritos para apurar o envolvimento dos rapazes na agressão a um jovem num posto de gasolina, também em 23 de junho, e até tráfico de drogas. Outro inquérito é o que apura o assalto à mão armada a uma ex-frentista, em março. A jovem deveria ir nesta terça à delegacia para fazer o reconhecimento formal dos acusados, mas ficou assustada e não compareceu. O delegado acredita que ainda possam surgir outras acusações contra o grupo, já que há indícios de que os jovens vinham praticando ações violentas na noite da Barra da Tijuca, na zona oeste. Sirley foi agredida num ponto de ônibus, quando aguardava condução para ir a um posto de saúde. Ela e outras duas mulheres foram agredidas. Sirley apanhou mais - ela caiu no chão e foi chutada no rosto e no braço, quando tentava se proteger. Um taxista assistiu à cena, anotou a placa do Gol preto usado pelos criminosos e entregou para o segurança do condomínio em que Sirley trabalha. Os cinco agressores foram presos nos dias seguintes. Na delegacia, um deles "justificou" a agressão ao dizer que havia confundido Sirley com uma prostituta. Matéria ampliada às 20h23

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