Agricultores protestam contra invasões

Produtores rurais de diversas partes do País marcharam ontem pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pedir o fim das invasões de propriedades e mais segurança no campo. A manifestação, precedida por um missa na Catedral de Metropolitana, terminou com um ato público diante do Congresso. Em uma faixa estendida no chão estava escrito: Queremos Paz no Campo - Não Às Invasões.

, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

Os manifestantes usavam roupas brancas. O ato foi organizado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e faz parte de uma campanha, lançada neste mês, com o nome Vamos Tirar o Brasil do Vermelho - numa alusão às ondas de invasões que costumam ocorrer nesta época do ano, no chamado "abril vermelho", promovido pelo Movimento dos Sem-Terra (MST).

No dia 13, a presidente da entidade, senadora Kátia Abreu (DEM-TO) já havia encaminhado ao Ministério da Justiça uma proposta para a criação de um plano nacional de combate às invasões, que mobilizaria grupos policiais federais e estaduais. "Não somos contra a reforma agrária. Somos contra a invasão e a baderna", disse a senadora durante a manifestação.

Ela citou dados do Observatório das Inseguranças Jurídicas, da CNA, segundo os quais as 86 invasões realizadas no mês pelo MST podem provocar perdas de R$ 208 milhões no faturamento da agropecuária. "Alguém ganha quando milhares de pés de laranja são destruídos?", perguntou.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participaram da manifestação.

Fim. Em Campinas, interior de São Paulo, as famílias do MST que ocupavam desde o dia 13 a histórica Fazenda Monte D"Este desmontaram ontem o acampamento e saíram da propriedade. A desocupação, determinada pela Justiça, foi pacífica.

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