Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Água invade subsolo da Assembleia

Conector de bombas se soltou e equipamento parou de funcionar

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

O novo prédio da Assembleia Legislativa de São Paulo, inaugurado há cerca de um mês sob suspeitas de superfaturamento, teve parte das suas dependências alagada ontem por causa do temporal que atingiu a capital durante. Todo o subsolo do edifício de cinco andares foi atingido. O local é destinado ao estacionamento dos veículos dos deputados. O Corpo de Bombeiros foi acionado para ajudar a bombear a água.

A Presidência do Legislativo informou que o alagamento foi causado por uma falha na bomba que deveria ser acionada em situações como a de ontem para retirar a água do subsolo. Segundo a Casa, um dos conectores do equipamento se soltou e ele parou de funcionar. Assim como a obra, o sistema de bombeamento é novo.

A altura da lâmina de água, diz a presidência, não passou de 10 centímetros. Marcas em pilares, entretanto, indicam que em alguns lugares da garagem a água ultrapassou 20 cm. A inundação começou por volta das 9 horas e até o início da tarde os bombeiros estavam no local fazendo a sucção da água.

Dentro do prédio, que fica em frente ao Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade, também se viu ontem sinais da chuva. Em alguns corredores, havia goteiras.

O novo edifício da Assembleia paulista tem sido alvo de muita polêmica nos últimos meses. Ele foi entregue com mais de dois anos de atraso, teve móveis importados comprados antes de a obra ficar pronta - gasto de R$ 2,4 milhões - e foi inaugurado, em 2007, mesmo com a construção ainda pela metade, em festa promovida pelo então presidente da Casa, deputado Rodrigo Garcia (DEM). Por fim, custou aos cofres públicos quase três vezes o seu valor inicial - de R$ 10,4 milhões, passou para R$ 28 milhões. O sobrepreço é investigado pelo Ministério Público Estadual.

O prédio novo fica ao lado do complexo antigo de gabinetes, construído em 1968. Foi planejado para dar mais espaço aos deputados. Dos 94 parlamentares, 55 terão seus gabinetes no edifício recém-concluído. Desses, 50 já ocuparam as novas dependências.

A Presidência comunicou que o alagamento não causou prejuízo ao erário. A bomba para retirada da água teria sido consertada e voltado a funcionar normalmente no final da tarde. Segundo o órgão, o problema não afetou o trânsito de veículos pelo local.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.