Aids cresce entre mulheres e negros no Brasil

O Dia Internacional de Combate a Aids, comemorado nesta quarta-feira, traz à tona dados que revelam uma tendência de aumento no número de casos de aids em todas as regiões do País, com exceção dos Estados do Sudeste.De acordo com Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST-AIDS), as mulheres, a população negra e as pessoas com menor nível de escolaridade aparecem como principais no perfil do grupo de risco. É a primeira vez que o boletim epidemiológico traz informações sobre raça e cor. Ainda segundo o boletim, mais de 40 mil pacientes estavam fora das estatísticas sobre aids no País.Entre a população masculina, os números permanecem estáveis. Pedro Chequer,coordenador do Programa de DST-AIDS, analisa os números como suficientes para demonstrar uma tendência de aumento de casos entre a população negra. "Não há nenhuma relação entre a raça e a doença. Mas hoje, por condições sociais, parte da população negra ainda tem maiores dificuldades de acesso a escolaridade, o que a torna mais vulnerável", afirma Chequer.A proporção entre homens e mulheres, que era de 16 casos em homens para cada mulher, no começo dos anos 80, atualmente é de dois para um. Esses números demonstram a importância da mobilização do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que tem como tema este ano "Mulheres, meninas, HIV e Aids".

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