Ainda afetados, SC e PR terão temporais neste fim de semana

Meteorologia coloca Estados em alerta enquanto se recuperam; quase 1 milhão de pessoas foram atingidas

Tomás Petersen, Especial para O Estado

13 de junho de 2014 | 22h02

FLORIANÓPOLIS - Com pelo menos 400 mil pessoas prejudicadas por enchentes e deslizamentos de terra no fim de semana passado, Santa Catarina voltou ao estado de alerta sobre a possibilidade de chuvas nos próximos dias. A região do Planalto Norte ainda não se recuperou dos estragos: os municípios de Mafra e Canoinhas ainda estão alagados. Segundo a Defesa Civil Estadual, 42 cidades foram afetadas, 30 decretaram situação de emergência, duas estão em estado de calamidade pública, 50 mil pessoas foram desalojadas, 6 mil desabrigadas, 28 ficaram feridas e duas morreram.

A previsão para este fim de semana é da chegada de uma nova frente fria vinda do Rio Grande do Sul. De acordo com o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff, a chuva poderá cair com maior intensidade na área entre os dois Estados. “Ao se aproximar de Santa Catarina, a frente fria perde força, o que não vai evitar chuva em várias regiões, mas com volume menor.”

As previsões do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina apontam para um maior volume no Planalto e Litoral Sul e Oeste e Meio-Oeste. “Em 24 horas espera-se que o acúmulo supere 100 mm, o equivalente ao esperado para 15 dias”, afirmou o meteorologista Marcelo Martins. 

Ainda atuando no socorro às vítimas do Planalto Norte, a Defesa Civil mantém o alerta para risco de cheias no Vale do Itajaí e na bacia do Rio Canoas. 

Paraná. A Defesa Civil do Paraná também está se preparando para enfrentar mais chuva, prevista para este fim de semana, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste do Estado.

As fortes chuvas que caem no Paraná desde o fim de semana passado já atingiram 580.780 moradores e deixaram 13 mortos. Até esta sexta, a expectativa era de que os prejuízos cheguem a R$ 1 bilhão. O governo estadual deverá fechar um balanço na próxima semana e formalizar também um pedido de ajuda ao governo federal.

O levantamento da Defesa Civil aponta 4.448 pessoas desabrigadas e 32.374 ainda desalojadas. Foi decretado estado de emergência em mais 17 municípios e, com isso, subiu para 147 cidades o número de localidades nessa situação.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Adilson Castilho, a situação mais crítica está em Guarapuava, Cascavel e União da Vitória. “Ainda não terminamos o levantamento, porque União da Vitória, por exemplo, ainda está debaixo d’água”, disse. 

Para o capitão Eduardo Gomes Pinheiro, que está à frente da prevenção de desastres no Estado, os problemas provocados pelas chuvas poderiam ser menores caso houvesse atitudes mais proativas em cada município. “Apesar das mudanças ocorridas na legislação, ainda não há essa preocupação das administrações com a prevenção de acidentes e desastres.”

Em União da Vitória, onde estão 12 mil desalojados, a Prefeitura decretou toque de recolher às 20 horas, por causa da série de roubos a residências. 

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