Reprodução
Reprodução

'Ainda deixamos a desejar', admite Kassab sobre saneamento

Ministro das Cidades participou nesta quarta-feira do lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, em Brasília

Luísa Martins, O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2016 | 12h23

BRASÍLIA - O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira, 10, que o Brasil "infelizmente está aquém" do ideal no quesito saneamento básico e que "por mais que tenham havido melhorias nos últimos anos, ainda deixamos a desejar". O ex-prefeito de São Paulo participou do lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, que terá o saneamento como tema central. Neste ano, a ação apela para que a população se empenhe em "atitudes responsáveis" e para que sejam desenvolvidas políticas públicas para o setor.

Kassab disse que o tema da campanha vem em momento oportuno: "O mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, é uma preocupação que vivemos hoje no País e que tem forte ligação com a ausência de saneamento".

Kassab e representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) terão reunião ainda nesta quinta-feira com a presidente Dilma Rousseff para apresentar a campanha e pedir engajamento do governo federal na causa. "Os investimentos na área de saneamento são, por natureza, mais difíceis", admitiu o ministro.

O presidente do Conic, dom Flávio Irala, disse que levará à presidente preocupações em relação a locais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, em que há um "déficit muito grande". "Vamos pedir justiça regional. Ninguém deve ser privado do acesso ao saneamento em função se sua condição socioeconômica."

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, houve a leitura de uma carta assinada pelo papa Franciso em que ele convida as pessoas "a se mobilizar, a partir dos locais em que vivem". O pontífice destaca que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental e para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e doenças evitáveis. "A grave dívida social com os pobres é parcialmente saldada quando se desenvolvem programas para prover de água limpa e saneamento", escreve o papa.

Tudo o que sabemos sobre:
Gilberto KassabCNBBDilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.