Ainda há riscos de novos desmoronamentos em Monte Alto

Há riscos de novos desmoronamentos na voçoroca surgida na segunda-feira, 5, no Jardim Paulista, em Monte Alto, região de Ribeirão Preto, que engoliu 14 imóveis. Na madrugada desta quarta-feira, 7, houve duas movimentações na cratera formada na área. Cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas e foram para casas de parentes ou amigos e cerca de 20 continuam nessa situação, sendo que as outras famílias retornaram aos seus lares.Um laudo, feito na noite de terça-feira, 6, por quatro técnicos estaduais (dois do Instituto Geológico - IG - e dois do Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT), foi divulgado nesta quarta e confirma os riscos. Os técnicos fizeram várias recomendações à prefeitura e devem retornar à cidade na próxima semana."O laudo foi feito em caráter emergencial e não sugere obras no local, pois é preciso ver a evolução desse processo", disse o geólogo Jair Santoro, do IG, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.Além do que foi mencionado no laudo, os técnicos fizeram outras sugestões ao prefeito Maurício de Mattos Piovezan (PT), como fazer análise da água para verificar a sua procedência, fazer sondagem para determinar o nível do lençol freático, instalar um aparelho para medir a oscilação do nível do lençol freático e monitorar as trincas surgidas nas residências.O laudo feito por IPT e IG aponta que a prefeitura deverá monitorar as próximas chuvas intensas para acompanhar a evolução da erosão. Além disso, deve ser evitada a circulação de pessoas e veículos pesados nas ruas mais atingidas pelo acidente, e devem ser demolidas imediatamente as três últimas casas em áreas de risco.A população deve ser orientada a não circular nos arredores e no interior do processo erosivo (a prefeitura tem que colocar placas de sinalização e fitas de isolamento no local). A prefeitura ainda deve colocar vigias para preservar a segurança das moradias interditadas e cuidar para que as obras de terra emergenciais executadas não provoquem novos focos erosivos. O fornecimento de água na rede da Sabesp deve ser suspenso temporariamente.Em reunião realizada entre moradores, prefeitura e Ministério Público Estadual (MPE), ainda na terça, ficou definido que o poder público pagará R$ 500 aos donos dos imóveis para aluguéis de residências. Caso não consigam e fiquem em casas de parentes, a prefeitura paga até um salário mínimo (R$ 350). Os inquilinos serão auxiliados a encontrarem outra casa e a prefeitura pode bancar a diferença dependendo da situação.Esse decreto, segundo o secretário de governo, João Roberto da Silva, será assinado assim que for protocolada a avaliação de danos na Defesa Civil do Estado.

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