Air France desativa centro de assistência em hotel do Rio

Funcionário da companhia aérea ficará em posto no local para dar informações aos familiares das vítimas

Elvis Pereira e Pedro Dantas, Central de Notícias e O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 16h37

A Air France desmontou nesta segunda-feira, 15, o centro de assistência que havia sido montado no Hotel Windsor Guanabara, no centro do Rio. A companhia tomou a medida após os familiares das vítimas do voo 447 decidirem deixar a unidade. Além disso, agentes da Polícia Federal (PF) já coletaram o material que pode ajudar na identificação dos corpos.

 

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A última família saiu nesta segunda, 16. A Air France arcava com o pagamento da hospedagem e mantinha no local, desde o último dia 9, quatro psicólogos, dois psiquiatras e dois médicos clínicos para prestar assistência aos parentes. Agora, um funcionário da Air France ficará em um posto no estabelecimento, das 9 às 18 horas, para fornecer informações aos familiares.

 

Alguns parentes criticaram a medida. O militar aposentado Nelson Faria Marinho, pai do engenheiro Nelson Marinho, disse que "as famílias estão entregues à própria sorte". Ele e o irmão da passageira Adriana Francisca Van Sluys, o gerente de hotel Maarten Van Sluys, retornaram no domingo de Recife onde, segundo Marinho, "foram mal recebidos", pois não obtiveram o acesso aos corpos das vítimas.

  

De acordo com o militar, 16 corpos estariam com o trabalho de identificação avançado na capital pernambucana. Ele disse que ouviu dos militares que o acesso aos corpos estava proibido, porque "o desastre envolveu pessoas de outros países".

 

"Agora, vamos nos reunir com outras famílias para tratar do processo que abriremos contra a Air France, na França. Minha filha, que mora naquele país, voltou de lá com a notícia de que os familiares franceses já estão organizados", declarou.

 

Atualizado às 18h32 para acréscimo de informações.

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