Air France terá de pagar R$ 2,04 milhões à família de vítima

Empresa foi condenada a pagar indenização a familiares de procuradora morta em acidente por danos morais

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

11 de março de 2010 | 22h29

A Air France foi condenada nesta quinta-feira, 11, a pagar R$ 2,04 milhões à família da procuradora do Estado do Rio de Janeiro Marcelle Valpaços Fonseca Lima, uma das 227 vítimas do acidente com o Airbus da companhia que fazia o voo 447, em 31 de maio de 2009, quando a aeronave caiu.

 

O juiz Mauro Nicolau Júnior, da 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro, condenou a companhia francesa a pagar indenização por danos morais. O juiz salientou no processo que a perda de filha e irmã em pleno início de idade adulta - quando a família teria oportunidade de ver e acompanhar o desabrochar de uma nova família e carreira - "representa perda irreparável".

 

No processo é destacado ainda como agravante o fato de que a queda do airbus se caracterizou como a maior tragédia da aviação civil do país e uma das maiores do mundo. "E se deveu, em grande parte, pela conduta negligente da ré", destacou o magistrado.

 

A empresa deverá pagar pensão aos pais da vítima, no valor de R$ 19.410,71 por 540 meses, já que a procuradora contribuía mensalmente com cerca de R$ 2 mil para o sustento de seus pais; o valor correspondente a 1/3 do salário da vítima como procuradora do Estado, a título de férias, por cada período de 12 meses; a indenização por danos morais no valor de R$ 510 milhões para os dois irmãos e para os pais da vítima.

 

No total, a indenização chega ao valor de R$ 2,040 milhões, mais a devolução dos valores pagos pela aquisição do bilhete aéreo da vítima (ida e volta); e pagamento dos valores necessários ao acompanhamento psicológico da família, que totalizam R$ 19,2 mil.

 

Marcelle viajava em companhia de Marcelo Parente Gomes de Oliveira, também vítima do mesmo acidente, com o qual vivia em união estável. Ela tinha 41 anos e seu corpo não foi encontrado.

 

No processo o juiz ressaltou que "não fossem suficientes as circunstâncias trágicas em que os fatos ocorreram, a dor dos familiares se revela pela impossibilidade de chorar, velar e sepultar seu ente querido mantendo aberta uma ferida para todo o resto de suas vidas."

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