Airbus diz que enviou informe ''por precaução''

Apesar do envio de um Telex de Informação sobre o Acidente (Accident Information Telex, AIT) orientando os pilotos a manterem a velocidade e a estabilidade durante tempestades, segundo a Airbus a investigação sobre o acidente ainda não pôde responder se a velocidade do voo 447 (Rio-Paris) no domingo era mais alta ou mais baixa que a sugerida pelo fabricante. Dessa forma, fica impossível relacionar esse fato ao que teria causado a tragédia. "Essa informação ainda precisa ser esclarecida", disse a porta-voz da Airbus, Claudia Müller. "A distribuição da AIT foi apenas uma medida de precaução. Não podemos ir além e especular sobre as causas do acidente porque esta não é nossa atribuição." ?INCOERÊNCIA?A constatação de "incoerência da velocidade aferida" foi depreendida da análise das 24 mensagens automáticas enviadas pela aeronave entre 23h10 e 23h14 de domingo, horário de Brasília, quando se estima que o acidente tenha acontecido. Nem a Airbus nem o BEA, porém, forneceram uma explicação técnica sobre o significado da falha, o que se espera seja feito hoje. A publicação da AIT é um ato protocolar após acidentes e não implica o reconhecimento de nenhuma responsabilidade no desastre. Mas o erro na velocidade do voo 447 reacendeu as suspeitas de falha eletrônica, que já existiam desde que o conteúdo das mensagens automáticas foi revelado pelo Estado.

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

06 de junho de 2009 | 00h00

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