Alagamentos causados por ciclone atinge Vale dos Sinos no RS

Pista da BR-101 foi liberada, sentido sul-norte; governadora sobrevoou áreas afetadas com passagem do ciclone

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2008 | 19h27

Os moradores das zonas baixas do Rio dos Sinos são as novas vítimas do ciclone extratropical que provocou temporais no sábado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Alguns deles foram desalojados nesta terça-feira, 6, pela água que desceu das nascentes, onde choveu muito no final de semana. Os bombeiros tiveram de remover 30 famílias em Campo Bom e percorrer bairros de Sapiranga, Novo Hamburgo e São Leopoldo alertando a população para a perspectiva de a água chegar até suas casas durante a noite.   Veja também: Mais uma pessoa morre em RS vítima do ciclone na região Afetados por ciclones em Santa Catarina recebem alimentos Após ciclone extratropical, BR-101 segue interditada no RS Ciclone extratropical castiga a divisa entre SC e RS   Em Taquara, por onde a enxurrada passou na noite de segunda-feira, a água já começou a baixar, mas 200 famílias permaneciam desabrigadas. A Defesa Civil do Estado calcula que mesmo com os novos efeitos do ciclone, o número de desalojados tenha caído de 3,5 mil na segunda-feira para 1,1 mil nesta terça-feira, graças ao bom tempo que faz na região. A perspectiva é que quase todos possam voltar para casa a partir desta quarta-feira. À exceção da foz do Rio dos Sinos e do Lago Guaíba, as águas estão baixando em todas as outras áreas atingidas.   A governadora Yeda Crusius sobrevoou as cidades mais castigadas e prometeu distribuir cestas básicas para os desalojados e enviar máquinas para a reconstrução de estradas vicinais. Apesar de toda a destruição, até o início da noite a Defesa Civil confirmava que apenas o município de Tramandaí havia decretado situação de emergência.   O tráfego pelo trecho gaúcho da BR-101, interrompido desde a tarde de domingo, foi reaberto no final desta manhã. A água também saiu da rodovia em Araranguá, no lado catarinense. Os caminhões que aguardavam em fila de cinco quilômetros, foram autorizados a transitar por uma pista, no sentido sul-norte . A outra, no sentido norte-sul, permanecia interditada.   Em Santa Catarina, a Secretaria Executiva da Justiça e Cidadania vai distribuir 23 toneladas de alimentos e cobertores para as cerca de 1,5 mil pessoas que ainda estão desalojadas. As prefeituras de Nova Veneza, Garopaba, Paulo Lopes, Araranguá, Ermo, Jacinto Machado, Sombrio, Timbé do Sul e Balneário Arroio do Silva decretaram situação de emergência.

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