Alagamentos e deslizamentos bloqueiam estradas no RS

Chuvas foram trazidas pelo ciclone extratropical que atinge a região sul; duas pessoas morreram no sábado

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

04 de maio de 2008 | 04h31

Duas rodovias que cortam parte do estado do Rio Grande do Sul estão bloqueadas por causa das fortes chuvas trazidas pelo ciclone extratropical que atinge a região e matou duas pessoas. A cheia de um rio provocou quedas de barreira, entre o final da tarde e noite deste sábado, 3.   A rodovia BR-101 está interditada, no quilômetro 40, desde às 17 horas, por causa do transbordamento do rio Três Forquilhas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a água subiu mais de 1,5 metro, no trecho próximo à cidade de Torres, impedindo o tráfego de carros e caminhões. A opção para os motoristas que vão para Santa Catarina é utilizar um desvio pela Estrada do Mar. Não há previsão para normalização do trânsito neste trecho da rodovia.   O tráfego na RS-486 (Rota do Sol), rodovia que liga Cambará do Sul à Praia de Curumim, em Capão da Canoa, está totalmente bloqueada desde às 23h30 de sábado no quilômetro 2, próximo à cidade de Itati, devido ao deslizamento de pedras da encosta. Segundo a Polícia Rodoviária, o deslizamento teve início no final da tarde na pista sentido Caxias do Sul e se agravou durante a noite.   Equipes iniciarão a limpeza da pista na manhã deste domingo,. Não há previsão para liberação do trecho. A opção para o motorista é seguir na rodovia sentido Porto Alegre e acessar um desvio pela BR-116.   Ciclone   Um temporal com forte chuva e rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora provocou a morte de duas pessoas, deixou centenas de pessoas desabrigadas e interrompeu o abastecimento de energia para 270 mil consumidores neste sábado, 3, na região metropolitana de Porto Alegre, algumas cidades da Serra e todo o litoral do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, cinco cidades registraram ocorrências devido à passagem do ciclone. Entre os principais transtornos estão queda de outdoors, árvores, placas, muros e alagamentos.   Os transtornos climáticos são conseqüência de um ciclone extratropical que se formou na costa dos Estados do Sul e, conforme as previsões dos serviços de meteorologia, vão continuar até segunda-feira.   A ocorrência mais grave foi a morte do caminhoneiro José André Pinheiro Parnechi, de 36 anos, em Serafina Correa, na Serra do RS. Ele desceu de seu veículo para ajudar outros motoristas a remover galhos da RS-129. Quando estava na pista foi atingido por outra árvore, derrubada por nova rajada de vento, e não resistiu aos ferimentos.   (Colaboraram Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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