Alckmin abre caminho para aliança com PSD

A exemplo de outros tucanos, governador afirma disposição de 'construir juntos uma proposta para SP'; Kassab quer apoio do PSDB a seu candidato

GUSTAVO URIBE / AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2011 | 03h08

Quatro dias depois de o ex-governador paulista José Serra e o senador mineiro Aécio Neves, ontem foi a vez de Geraldo Alckmin (PSDB) deixar em aberto uma aliança entre tucanos e o PSD. O governador foi além: disse que essa união poderia ser formada justamente na disputa pela sucessão de Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e idealizador da nova sigla, no próximo ano.

"Eu quero destacar, de nossa parte, a disposição de unir esforços, de estamos juntos", afirmou Alckmin ontem, durante evento em que autorizou o repasse de R$ 2 milhões para a Santa Casa de Santo Amaro, na zona sul da capital. "Estamos abertos a construir juntos, em uma grande aliança, uma proposta para São Paulo", acrescentou.

A tese de união entre tucanos e o partido de Kassab tem entusiastas dentro das duas siglas envolvidas. No PSDB, saíram em defesa dessa aliança o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) e o ex-governador Alberto Goldman. Ambos são bastante próximos de Serra. Aloysio era secretário de Governo na Prefeitura e chefe da Casa Civil no Estado quando o tucano foi prefeito e governador, enquanto Goldman foi parceiro de chapa de Serra na eleição de 2006.

Por parte do PSD, o próprio Kassab tem defendido a união entre as duas siglas para enfrentar o PT - na avaliação do prefeito, é muito provável que um candidato petista, seja qual for o nome escolhido pelo partido, consiga chegar ao segundo turno em 2012. Kassab quer apoio do PSDB ao candidato de seu partido. Em troca, defenderia a reeleição de Alckmin em 2014.

Tempo. No evento de ontem, no entanto, Alckmin ressaltou considerar que a definição de candidaturas deveria ficar para 2012. O governador tem dito a aliados que as prévias do PSDB deveriam ser realizadas em março de 2012. No partido, porém, há pré-candidatos que defendem essa definição em 2011.

Um entrave à aliança entre as duas siglas é definir quem teria a cabeça da chapa. Na segunda-feira, em reunião em São Paulo, o Conselho Político do PSDB defendeu que o partido tenha candidaturas próprias nas principais capitais. Foi lá que Serra e Aécio disseram que os tucanos não podem se fechar ao PSD.

Kassab, por sua vez, quer lançar um nome pelo PSD para defender seu legado. Além da opção de indicar o vice-governador Guilherme Afif Domingos para a disputa, a filiação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles deu mais força à candidatura própria da sigla.

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