Alckmin acusa governo Lula de autoritarismo

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou neste domingo a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria defendido o fechamento do Congresso em encontro com empresários. O tucano acusou Lula de autoritarismo. "O autoritarismo é próprio de governos que têm corrupção e precisam esconder o corruptor. Então, precisa ser violento e autoritário", disse Alckmin, depois de participar de comício em Taguatinga, cidade a 25 quilômetros de Brasília.O tucano classificou de "muito grave" a descoberta de R$ 1,7 milhão em poder do empresário Valdebran Padilha da Silva, que foi arrecadador da campanha do PT à prefeitura de Cuiabá, em 2004. A Polícia Federal suspeita que esse dinheiro seria usado para comprar imagens e documentos do empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, chefe da máfia da ambulâncias. O material mostraria o envolvimento de tucanos, como Alckmin e José Serra, candidato ao governo de São Paulo."Hoje, o dinheiro do submundo do crime aparece com petista. A política não pode virar ação criminosa", disse. "É preciso saber de onde veio esse dinheiro e quem está por trás disso. Por enquanto só pegou bagrinho. Precisa saber quem são os peixes grandes para ser esclarecido para sociedade", completou Alckmin.Mais enfático, o senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente na chapa do tucano, levantou a suspeita de que o dinheiro tenha vindo da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). "Este é um governo de bandidos. Já foram denunciados petistas que foram pegos e presos com R$ 1,7 milhão para pagar dossiê contra a candidatura Alckmin e Serra. Isso é coisa de bandido; não é coisa de política. Será que esse dinheiro veio do PCC?", indagou o pefelista.Nos dez minutos de seu discurso para uma platéia de cerca de 30 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, Alckmin defendeu que o atual governo não pode ser reeleito. Afirmou ainda que vai disputar o segundo turno com Lula.

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